Texto escolhido e meditado por Francisco Antônio de Andrade Filho
Fonte: Levy, Pierre. O Fogo Liberador. Com a colaboração de Dárcia Labrosse; tradução Lilian Escorel. – 2.ed. – São Paulo: Iluminuras, 2007, p. 141/142.
A vida é feita de segundos que se sucedem. Cabe somente a nós fazer com que esses segundos sejam felizes ou infelizes.
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Somos a primeira coisa de que devemos cuidar. Nosso ser está sob a nossa mais direta responsabilidade, muito mais do que nossos filhos, pais, companheiro (a), amigos, nação, empresa ou a sorte do mundo. Se não cuido de mim mesmo, como poderei cuidar dos outros? A qualidade de nosso ser comanda a qualidade de nossa ação junto ao outro. É por isso que nossa primeira preocupação deveria ser a textura íntima de nossa própria vida.
Cuidar de si não significa de modo algum perseguir uma certa aparência física ou moral, correr atrás de dinheiro, posses, poder, títulos, prestígio, reconhecimento, amor, etc. Significa que temos de desenvolver nossa capacidade de sentir nossas próprias emoções e as dos outros, pensar de modo justo e perceber a beleza do mundo.
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Com grande freqüência, a vontade de ajudar e curar os outros nada mais é do que uma projeção de nossa própria necessidade de cura. Antes de pensar em transformar o mundo, entenda primeiro o que você deve melhorar em si mesmo.
Se todos fossem naturalmente para o lugar onde se sentem melhor, se satisfizesse realmente a própria felicidade, se tomasse consciência de que são donos da própria vida, de que são a própria vida, muito menos infelicidade, opressão e injustiça haveria no mundo.
por Francisco Antônio de Andrade Filho
Nos dias de hoje, experimentamos uma nova forma da cultura, uma nova forma de vida. Para o bem ou para o mal construímos o ciberespaço, uma linguagem diferente dos meios de comunicação. Sobre essa era digital, André Lemos defendeu sua tese de doutorado em sociologia defendida em 1995 na Université René Descartes em Paris. Publicada, em 2004, pela Editora Sulina – Porto Alegre, com o título Cibercultura - Tecnologia e Vida Social na Cultura Contemporânea .
Nada tem sido tão discutido nesse novo tempo e de modo polêmico, quanto à relação entre a pluralidade de éticas, ciências, tecnologias e as distintas realidades nas quais elas devem ser aplicadas, entre as quais a discussão das responsabilidades éticas deste mesmo conhecimento científico. São novos desafios éticos gerados no ciberespaço cultural.
Quando se trata de ética, nos deparamos sobre vários modelos disponíveis – desde Aristóteles, passando pela Idade Média, pelo Iluminismo e chegando a códigos específicos de profissões da “Aldeia Global”.
De outro, nesse mesmo processo histórico, urge ainda perceber os valores e malefícios das ciências e tecnologias e sua relação com a ética da responsabilidade social. Neste sentido, os amigos do meu sítio verão algumas reflexões do Recado na Cibercultura. Juntos iremos trilhar outros desafios éticos da era digital através da comunicação escrita, com enfoque especial em responsabilidade social.
Quais são as duas modalidades do saber humano? Seria o processo do conhecimento, um saber científico? Apenas isso, ou sê-lo-ia também, sentir e simbolizar? Ética em pesquisa científica? Pode? Qual sua relação com a responsabilidade profissional ou social?
Neste tempo de globalização, vivemos um tempo de expectativas, de perplexidades, de crises de concepções e paradigmas. É um momento novo e rico de possibilidades. É uma perspectiva e uma possibilidade do conhecimento em suas duas modalidades – saber científico e saber simbólico nos dias de hoje-, e em sua relação com as tecnologias digitais.
Esse olhar para compreender os diversos saberes humanos constitui um dos desafios para se discutir ética e tecnociência, intimamente vinculada com a responsabilidade social.
Os resultados de estudos e pesquisas comprovam a existência de um saber técnico e científico, que precisa de um novo tipo de saber simbólico: falar, discutir, identificar o “espírito” presente no campo das idéias, dos valores e das práticas da Informática, entre outros campos, do conhecimento, que os perpassam, marcando o passado, caracterizando o presente e abrindo possibilidades para o futuro.
Que teorias e práticas se fixaram no “ethos” das novas tecnologias da inteligência e criaram raízes éticas, muitas das vezes, excluindo o homem dos benefícios do atual processo histórico, do “Capital Global”? Inclusão ou exclusão digital?
Costuma-se definir nosso tempo como a era do conhecimento, da cibercultura e da era digital e do processo de globalização , das novas tecnologias de comunicação. Elas estocam, de forma prática, o conhecimento e gigantescos volumes de informações. São armazenadas inteligentemente permitindo a pesquisa e o acesso de maneira muito simples, amigável e flexível.
Assim, hoje, vivemos num mundo formado por rápidas e profundas mudanças, num mundo diferente, fruto da revolução tecnológica, do avanço das ciências, da comunicação, da informática, das surpreendentes descobertas no campo da cultura, da política e da economia. Dos desafios éticos da era digital.
Esse novo mundo está criando um ambiente mental, afetivo e comportamental bem diferente que as gerações passadas: estreitando relacionamento entre pessoas, povos e culturas, fontes de esperanças para a humanidade. Atingem, sobretudo, a vida do cidadão – a educação em todos os níveis: massificação de uma cultura superficial, violenta, sem ética e imposta pela “mídia”, um novo tempo de perversidade –, a do desrespeito à vida e aos direitos humanos.
Essa era digital constitui-se um desafio à filosofia que indaga: o que é o ser humano? Que tipo de ser é esse que conhece e age, mudando o meio em que se vive? O que queremos fazer de nós mesmos? Qual o sentida do homem neste tempo? Qual a relação que existe entre ética, tecnociência e responsabilidade social?
Hoje essas questões se colocam à luz das atitudes éticas, técnicas e científicas.
Nesse sentido, o conhecimento do “tempo global” tem dado primazia a dimensão tecnológica, em estreita sintonia com as relações de mercado. O saber e o conhecimento, nos dias de hoje, parecem perder muito de sua função de busca de sentido para a vida, o destino humano e a sociedade – do conhecimento esse não do “sentir e simbolizar” –, para tornar-se “produto comercial de circulação” orientado pelo novo paradigma da aplicabilidade. É o poder da era digital sem ética.
A nova era digital, que dá prioridade aos aspectos econômicos, contribui ainda para o estreitamento da esfera pública, colocando igualmente em crise o tradicional papel do Estado. A esfera pública, ao se privatizar, coloca em evidência um novo “modelo de cidadania” que não nutre mais dos valores coletivos, e por consequência, constata-se a emergência de uma nova ética, na qual se valoriza, não mais o humano, mas o que atende aos interesses do mundo econômico.
Afirma-se, também, ser o homem capaz de modificar o meio não apenas com o uso da tecnologia, por meio de mudanças físicas, mas, básica e fundamentalmente através da “palavra”, dos símbolos que cria para interpretar o mundo. Um símbolo constitui um determinado objeto ou sinal “representa algo”, que o permite captar coisas e eventos não presentes ou, mesmo, inexistentes concretamente.
Desta maneira, o homem cria um sentido para a vida. Indaga acerca de um valor que as coisas têm a respeito de sua significação. E o prisma da vida com sentido.
É neste contexto, do sentido ético da vida, que convém discutir as tecnologias da inteligência em sua relação com a ciência e a responsabilidade social A ética, como a vida, é uma contínua descoberta de sentido e de estilos de se viver com dignidade. As verdades éticas absolutas são incompatíveis com o processo temporal da existência, notadamente nesta época de extraordinárias e profundíssimas descobertas no campo das biotecnologias que obrigaram a repensar nossos modos tradicionais de conduta, e rever as formas de pensar, sentir e agir sobre essas realidades, que não se apresentam de forma linear, mas de modo plural.
Surge, então, como uma convivência possível de um diálogo dos aspectos técnicos e humanísticos, entre a ideologia do progresso – com a degradação da natureza e deterioração da vida social – e os interesses da vida humana.
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por Francisco Antônio de Andrade Filho
Livre e atento, li mais uma obra de Rubem Alves “O infinito na palma de sua mão: O sonho divino ao nosso alcance” da Editora VERUS, Campinas, SP, 2007. Deste livro, produzi uma conversa com esse escritor sobre o significado da oração em nossa busca eterna de Deus ou Natureza. Na fala aqui delineada, destaquei o segundo item “Sobre deuses e rezas” do referido livro, p. 18 a 21. Ligado pela luz da vida, desejo descobrir a riqueza da verdade nesse encontro com o autor do livro. Seria esse o caminho que nos leva à fonte divina no infinito dos Universos?
Aconteceu no aeroporto lotado de viajantes. Sobre deuses e rezas, já estava escrito “na palma de sua mão”. Rubem Alves lança o olhar numa “figura destoante”, cujo corpo revelava uma alma que “não mais ligava para sua condição de mulher: não se importava com ser bonita”. Esquecida de si mesma, ela não brilhava mais. Vivia a vida do outro. Presa, vivia em gaiolas das religiões organizadas. Não era mais “uma moça bonita que ria e brincava e para quem olhávamos com olhares de cobiça”. Distante de suas próprias energias, aquela infeliz pessoa perdeu sua beleza. Sem auto-estima, não atraiu o melhor para si mesma.
E o teólogo-escritor, habilmente fotografou a postura da crente, assim: “Quando vi que tinha uma Bíblia na mão, compreendi tudo: ela se imaginava possuidora de conhecimentos sobre Deus que os outros não possuíam e tratava de salvar a alma”.
Calmo, Rubem a reconheceu e chamou alto o seu nome. De súbito, assustada e sem escutar Deus na Sagrada Escritura, inicia seu falatório. Sábias palavras deste autor jogam luzes na tagarelice da missionária de Jesus Cristo. Com extrema delicadeza e respeito, ele busca chegar ao coração e à mente da pregadora. Desperta-a para o agora, acordando um desejo de viver de forma diferente: de aproveitar cada instante; de valorizar cada minuto de suas vidas; de celebrar a beleza da verdade e da leveza na busca do divino.
Nessa busca de Deus – vejam-se trechos das páginas 19 a 21, assim -, os dois, em diálogo, tocam o corpo e a alma de um no outro e de seus leitores. Revelam suas experiências e desvelam o vivido do outro, também entrelaçado de desejos de encontrar uma “Fonte Divina” em evolução:
- Eu sou o Rubem!
- Você continua firme na fé! – ela afirmou interrogativamente!
- Mas de jeito nenhum – respondi. – Então você deixou de ler a Bíblia? Pois lá está dito que Deus é espírito, vento impetuoso que sopra em todo lugar, o mesmo vento que ele soprou dentro da gente para que respirássemos, fôssemos leves e pudéssemos voar. Quem está no vento não pode estar firme. Firmes são as pedras, as tartarugas, as âncoras. Você já viu um papagaio firme? Papagaio firme é papagaio no chão, não voa. Pois eu estou mais é como urubu, lá nas alturas, flutuando ao sabor do imprevisível Vento Sagrado, sem firmeza alguma, rodando em largos círculos [...]
Segundo esse artista da letra, ela ficou toda atordoada por ter ouvido resposta tão estranha. Como se estivesse no púlpito, com seu poder sacro e sua roupa largada, a pastora desembestou a falar de Deus maravilhoso. Pediu a Jesus Cristo a salvação da alma do filósofo ateu. Que o Espírito Santo o ilumine para se livrar da Geena do Inferno!
- Acho que quem não está firme em Deus é você – eu disse. – Olha, passei a noite toda respirando desde que acordei e juro que agora é a primeira vez que penso no ar. Não pensei nem falei no ar, porque somos bons amigos. Ele entra e sai do meu corpo quando quer, sem pedir licença [...] Pois Deus é como o ar. Quando a gente está em boas relações com ele, não é preciso falar. Mas, quando a gente está atacado de asma, então é preciso ficar gritando por Deus. Do jeito como o asmático invoca o ar. Quem fala com Deus o tempo todo é asmático espiritual. E é por isso que sempre anda com Deus engarrafado em Bíblia e noutros livros e coisas de função parecida. Só que o vento não pode ser engarrafado...
- Aí ela viu que minha alma estava perdida mesmo [...] e disse que oraria muito por mim.
- Então eu protestei, implorei que não o fizesse. Disse-lhe que eu tinha medo de que Deus ficasse ofendido. Pois há rezas e orações que são ofensas [...]
- Mas está lá nos salmos e nos evangelhos que Deus sabe tudo antes que a gente fale qualquer coisa. Ora, se a gente fica no falatório, é porque não acredita nisso. Não acredito em oração em que a gente fala e Deus escuta. Acredito mesmo é na oração em que a gente fica quieto para ouvir a voz que se faz ouvir no meio do silêncio [...]
- Quem reza demais acha que Deus não funciona bem da cabeça. Acho que ele ficaria mais feliz se, em vez de meu falatório, eu lhe oferecesse uma sonata de Mozart ou um poema da Adélia.
A exemplo desse escritor, desejo voar. Conversei com Rubem Alves “sobre deuses e rezas”. Percebi que ele vê Deus ao contrário daquilo que aprendemos em Filosofia e Teologia. Com ele, tomo a liberdade de acrescentar dois tópicos para comentários:
I – De verdade, surge um debate importante para os dias de hoje e no mundo religioso. Com o nascimento da teologia de libertação, pesquisava-se uma nova práxis da fé cristã que fosse fator de transformação e libertação. Exigia-se uma nova prática da mensagem do bem em contraposição a do mal. Surgia um novo tipo de inteligência da fé, uma reflexão sobre os compromissos assumidos pelos cristãos em situação de conflitos sociais. As injustiças, a miséria, a falta de respeito para com a riqueza social e as liberdades da coletividade, praticadas pela oligarquia política e religiosa levam a América Latina tomar consciência de seus direitos e deveres.
II - Quando da visita do Papa Bento XVI a este País, maio de 2007, os católicos curvavam-se aos pés e veneravam o pastor-magistrado na cidade paulista. É o poder eclesiástico, identificado como autoridade divina. É o mito dos pastores divinos. E, segundo Platão, é o Deus-Pastor em sua relação com o rebanho, dando-lhe e garantindo uma terra. Exerce o poder sobre ele. Reúne, guia e conduz seu rebanho. Garante a salvação. Toma decisões no interesse de todos. Pois, segundo o mesmo filósofo, “… em se tendo por pastor a divindade, a humanidade não precisava de constituição política”. Deus providenciava tudo: frutos da terra, moradia, vida. Não era preciso se preocupar com nada. Deus satisfazia suas necessidades materiais.
Sábias Palavras da Presidenta Dilma - na Convenção do PT
by Francisco on sexta-feira, 18 de junho de 2010
por Francisco Antônio de Andrade Filho
Domingo, 13 de junho de 2010. Com Dilma & Lula, mulheres e homens – todos os brasileiros, de mãos dadas, entoaram o Hino Nacional. Convictos e prestigiados, na Minha Casa/Minha Vida, escolheram a Mãe do PAC, a Candidata à Presidência do Brasil. Palavras de Sabedoria foram brotadas da verdade. A estrela do PT brilhou como o Sol que, em sua magnitude, orbita em torno de outros partidos. O crepúsculo de um novo alvorecer do Brasil foi anunciado E a Filosofia falou. Descobriu que os dossiês dos inimigos da Pátria foram queimados nos porões da falsidade e da ignomínia. O PIG&PSDB&DEM<DA cavaram suas próprias covas. Deram um tiro no pé.
Com a riqueza de seus sentimentos, Dilma exalta a força da mulher:
“Minha emoção é muito grande. Minha alegria também. Por esta festa tão cheia de energia, de confiança e esperança [...] Sei que esta festa não é para homenagear uma candidata. Aqui se celebra, em primeiro lugar, a mulher brasileira! Aqui se consagra e se afirma a capacidade de ser - e de fazer - da mulher”
Com as mesmas virtudes políticas, da coragem e da benignidade, vê a força do trabalho e a soberania popular como garantias da vitória do Presidente Lula extensiva a ela. E fala com coração e alma de mulher, assim:
"A energia que move esta grande festa brasileira é a força do trabalho - e do sonho - de um povo que nunca se dobrou, sempre lutou e jamais perdeu a esperança. E que levou à Presidência um trabalhador, que provou que um novo Brasil é possível [...] Um Brasil justo, forte, democrático e independente. Cheio de oportunidades para todas as brasileiras e todos os brasileiros [...]. Lula mudou o Brasil e o Brasil quer seguir mudando”.
Por uma igualdade social, com as sábias palavras discursa:
“É seguir mudando para diminuir ainda mais a desigualdade entre pessoas, regiões, gêneros e etnias [...] Quebramos o tabu e provamos que incluir os mais fracos e os mais necessitados ao processo de desenvolvimento do país é um caminho socialmente correto, politicamente indispensável e economicamente estimulador"
Por isso, quero Dilma Rousseff, Presidenta do Brasil. Sei que ela já fez e vai fazer mais. E descobri que Serra, ex-prefeito e ex-governador de SP, sem realizações, ainda não fez e nem pode fazer mais. Só escorrega nas rampas palacianas e cai de serra abaixo. Ferido e derrotado, jamais subirá a rampa do Planalto. Enquanto isso, a fala da escolhida candidata é aplaudida com entusiasmo:
“Para realizar esta grande tarefa não basta apenas querer. Ou dizer que vai fazer. É preciso conhecer bem o Brasil, o governo e ter projetos que ampliem e acelerem o que está sendo feito. É preciso, ainda, estar do lado certo e com a postura correta. Dar prioridade e apoio aos que mais precisam, porém governando para todos os brasileiros e brasileiras”.
Entre tantas outras sábias palavras do Discurso da Dilma na Convenção do PT, destaco ainda outras expressões dos direitos de cidadania. Eu as captei nestes termos:
“Podemos alcançar isso porque somos um povo criativo e empreendedor; temos uma democracia sólida; um vibrante mercado interno; a maior reserva florestal e a mais limpa matriz energética do planeta; um parque industrial diversificado; uma agricultura forte; e desfrutamos de estabilidade econômica, agora com grandes reservas internacionais superiores a nossos compromissos externos.”
E enfatiza:
“Educação de qualidade, dando seqüência à transformação educacional em curso - da creche a pós-graduação [...] Espalhar a educação profissionalizante por todo o país, interiorizando o ensino técnico [...] Isso significa: formação continuada de professores para o ensino fundamental e médio [...] Fazer com que os professores tenham, pelo menos, o curso universitário e uma remuneração condizente com a sua importância”.
Essas sábias palavras da Dilma são revestidas de alto conteúdo filosófico dos tempos modernos. É verdade, o passado não se repete. De outro, é possível, sem mecanismos, verificar reflexos do Iluminismo, por exemplo, nos tempos atuais. Deste modo, descubro riqueza da sabedoria no pensamento político de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778).
O filósofo genebrino em seus dois discursos provou sua coragem de crítica às de crítica às “desigualdades sociais entre os homens”, em sua crítica às ciências e às artes do século XVIII.
No texto clássico de filosofia política Discurso sobre as Ciências e as Artes (1750). Ele discute “se o progresso das ciências e das artes terá contribuído para aprimorar os costumes?” Em conexão deste texto integrado com outras do mesmo pensador, conheceremos outras problemáticas, tais como: “Qual é a origem da desigualdade entre os homens, e é ela autorizada pela lei natural?” e “Quero indagar se pode existir, na ordem civil, alguma regra de administração legítima e segura, tomando os homens como são e as leis como podem ser”.
Deixemos a filosofia falar em Rousseau, assim:
“... as letras e as artes, menos despóticas e talvez mais poderosas, estendem guirlandas de flores sobre as cadeias de ferro de que estão eles carregados, afogam-lhes o sentimento dessa liberdade original para a qual pareciam ter nascido, fazem com que amem sua escravidão e formam assim o que se chama povos policiados”.
E conclui sua crítica à corrupção política, assim:
“Na política, como na moral, é um grande mal não se fazer de algum modo o bem e todo cidadão inútil pode ser considerado pernicioso (...) Os antigos políticos falavam constantemente de costumes e virtudes, os nossos só falam de comércio, de dinheiro e de poder (...) Avaliam os homens como gado. Segundo eles, um homem só vale para o Estado pelo seu consumo”.
Para Rousseau só a vontade geral era o que traduziria o que há de comum em todas as vontades individuais, ou seja, o substrato das consciências. O objeto da vontade geral é, pois, o interesse comum. Assim escreve:
“Afirmo, pois, que a soberania, não sendo senão o exercício da vontade geral, jamais pode alienar-se, e que o soberano, que nada é senão um ser coletivo, só pode ser representado por si mesmo. O poder pode transmitir-se; não, porém, a vontade (...) A soberania é indivisível , pela mesma razão por que é inalienável, pois a vontade ou é geral, ou não o é; ou é a do corpo do povo, ou somente de uma parte. No primeiro caso, essa vontade declarada é ato de soberania e faz lei; no segundo, não passa de uma vontade particular ou de um ato de magistratura, quando muito, de um decreto.”
Termino aqui essa meditação escrita. Que o leitor faça seus comentários. De minha parte, desejei mostrar-lhe, fazer passar e pensar a realidade de uma filosofia que manifesta e exprime os problemas e as questões que, em cada época de uma sociedade, os homens colocam para si mesmos, diante do que é novo e ainda não foi aprendido. A filosofia procura enfrentar essa realidade nova, oferecendo caminhos, respostas e, sobretudo, propondo novas perguntas num diálogo permanente, com a sociedade e a cultura de seu tempo, do qual ela faz parte.
Medite e Escute Mais:
Íntegra do discurso de Dilma Rousseff na Convenção PT
Rousseau: Defensor Moderno da Democracia
ROUSSEAU, J.-J. Discurso Sobre as Ciências e as Artes. São Paulo: Abril Cultural, 1987.
_____________. Origem e Fundamento das Desigualdades Entre os Homens. São Paulo: Abril Cultural, 1987.
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por Francisco Antônio de Andrade Filho
Li o capítulo 4 “A lei da integridade”, do livro Prosperidade Profissional, escrito por Luiz Antônio Gasparetto. Trata-se de buscar o melhor de sua vida espiritual embutida na lei da integridade. Com ela, você encontrará proteção e enxergará o bem de seu próprio poder. Faça o seu melhor e cante sua vitória e o significado de vida feliz. Dedique seus minutos de meditação, hoje, com este destaque (p.130/131), do mesmo autor:
“A integridade só conhece e age pelo melhor. Mas toda vez que você, conscientemente, não faz o seu melhor, o seu sistema de integridade não o defende.
As coisas podem ser olho por olho. Dente por dente. Se uma pessoa é agressiva consigo mesma, nem sempre ela desencadeará a agressividade em sua vida. Se ser agressiva for o seu melhor, o sistema de integridade lhe trará o melhor. Mas se ela já sabe lidar com as coisas sem ser agressiva e de repente responde com agressividade, o sistema de integridade não vai interferir, pois não é mais de sua responsabilidade defendê-la, pois neste particular ele sabe que a pessoa está capacitada a fazê-lo por si. Daí a coisa vira pau pau, pedra pedra”.
Leia e medite mais: no mesmo livro, páginas 129 a 178.
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Liberdade de Imprensa – Altos Toques de Ética e Moral III
by Francisco on terça-feira, 1 de junho de 2010
por Francisco Antônio de Andrade Filho
Como é agradável, dialogar com o Partido da Imprensa Golpista. Mais uma vez, converso com os seguidores DEM & PSDB & LTDA, comprados pelo corrupto e perverso PIG. Objetivo despertar neles as virtudes da liberdade de imprensa. Espero convencê-los de não cometerem crimes contra esse maior bem de uma Democracia: a liberdade.
Toque um: Nesta terceira aula, além de outros filósofos, inspiro-me em Montesquieu (1689-1755). Li e interpretei sua obra clássica sobre Filosofia Política, O Espírito das Leis. Nesta obra, pensa: "a liberdade é um bem tão apreciado que cada qual quer ser dono até da alheia".
Toque dois: E insiste: "A liberdade política, num cidadão, é esta tranqüilidade de espírito que provem da opinião que cada um possui de sua segurança; e, para que se tenha esta liberdade cumpre que o governo seja de tal modo, que um cidadão não possa temer outro cidadão “.
Toque três: Observa-se que Montesquieu concebe um novo conceito de lei, estabelecendo relações entre si desde a sua criação. A lei determina não apenas a vida privada (moral), mas também política (ética) dos povos.
Toque quatro: Logo no início do Livro XI, Montesquieu percebe a realidade da lei-relação através da qual produz o saber jus - filosófico não isolado, mas interligado com o todo. Que "todo" é esse? Esse todo é a relação da liberdade política não fechada em si mesma, em sua particularidade, mas em sua relação com a Constituição, com o cidadão e com o mundo da economia. E assim fala: distingo as leis que formam a liberdade política em sua relação com a constituição, das leis que a formam em sua relação com o cidadão. O que é liberdade de política em sua relação com a constituição? Quais as diversas significações dadas à palavra liberdade? Investigamos a maior expressão ética do homem: sua liberdade.
Toque cinco: Montesquieu concebe, assim, liberdade no sentido político. Procura associar a liberdade política com a ordem constitucional vigente. Mas em que consiste a liberdade política? Ele responde: A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem. E argumenta: se um cidadão pudesse fazer tudo o que elas proíbem, não teria mais liberdade, porque os outros também teriam tal poder. E alerta: É verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer; mas a liberdade política não consiste nisso A liberdade consiste em fazermos algo sem sermos obrigados assim agir. Pois, continua a pensar, numa sociedade em que há leis, a liberdade não pode constituir senão em poder fazer o que se deve querer e em não ser constrangido o que não se deve desejar.
Toque seis: Nos capítulos seguintes, Montesquieu insiste ainda a conceber a liberdade política limitada pela moderação do poder. Para ele, os sistemas democráticos e aristocráticos, essencialmente, não são livres exceto quando neles não se abusa do poder, o que para se conseguir é preciso que pela disposição das coisas o poder freie o poder. E ironiza: Quem diria! A própria virtude tem necessidade de limites. De fato, a experiência histórica é pródiga em comprovar tal afirmação do iluminista francês. O homem que tem o poder é tentado a abusar dele. É preciso limitá-lo, frear seu desejo de comando. Só pode existir liberdade quando não há abuso do poder.
Toque sete: Estabelece então, condições necessárias para a concretização da liberdade política como uma expressão de valor para a cidadania. E pensando na consolidação de um Estado livre, Montesquieu vai afirmar que somos livres porque somos governados por leis que orientam nossa vida em sociedade.
Toque oito: A moderação do poder constitui princípio basilar da liberdade política. Pois, uma constituição pode ser de tal modo, que ninguém será constrangido a fazer coisas que a lei não obriga e a não fazer as que a lei permite.
Toque nove: Sustento que Montesquieu é um pensador inserido na História do Século XVIII, quando a liberdade de pensar era o princípio central da qual derivam a natureza das leis, não fora da realidade, mas do homem histórico, real, desse tempo. Tornou-se um clássico da Filosofia Política Moderna. Para ele, as instituições jurídicas emergiam do povo e como resultado da ação de fatores naturais e culturais. Eis um método diferente, revolucionário para o pensador iluminista na França.
Toque dez: O sociólogo, Emir Sader enriquece o debate: “Na realidade a crise da imprensa é a da perda de credibilidade, é uma crise ética, de sua transformação em um instrumento da publicidade, do ponto de vista econômico, e da sua constituição em mentor político e ideológico da direita. Os dados, publicados recentemente, demonstram como todos os grandes jornais brasileiros perdem leitores, mas sobretudo perdem influência. Embora todos os maiores jornais e quase todas as revistas semanais – à exceção da Carta Capital – sejam de férrea oposição ao governo, este mantêm 83% de apoio e eles conseguem apenas 5% de rejeição do governo. Temos aí uma idéia da baixíssima produtividade desses órgãos de oposição.”
Toque onze: Luiz Gonzaga Belluzzo, professor titular do Instituto de Economia da Unicamp, escreve: “O leitor atilado há de julgar se a liberdade de opinião e de informação vem se ampliando e favorecendo o esclarecimento dos cidadãos ou se transformando em seu contrário, num exercício do poder que viola os direitos reconhecidos como essenciais no relatório da Comissão sobre a Liberdade de Imprensa”.
Toque doze: E Karl Marx pensa: "A imprensa livre é o olhar onipotente do povo, a confiança personalizada do povo nele mesmo, é a franca confissão do povo a si mesmo."
por Francisco Antônio de Andrade Filho
Esta é a segunda aula de ética e moral para o Partido da Imprensa Golpista. Desta vez, inspirado-me nas obras de Aristóteles e, a partir de algumas notícias criminosas da blogosfera, ofereço ao PSDB, as lições de liberdade com justiça e vida feliz na cidade.
Nesta semana, acompanhei uma avalanche de notícias sobre os crimes blogosféricos cometidos pela atual oposição política no Brasil. Aconteceu no site do PSDB com ataques à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.
Alegre, vi e escutei a voz corajosa do Brizola Neto (PDT-RJ) na tribuna da Câmara Federal. Com indignação ética denunciou a estratégia dos tucanos pela internet nas eleições deste ano. Uníssono com a vontade Geral do Povo brasileiro elevou sua voz, e falou, assim:
“Como a oposição não tem condições de apresentar boas coisas para população brasileira, só consigo enxergar que essa é a única estratégia que tem para tentar mudar a imagem da aprovação do governo presidente Lula. Eles estão partindo para o golpe baixo. Uma campanha suja e feita de maneira institucional - sem identificação.”
Frente a essa virtude política do referido deputado, produzi alguns toques de ética e moral para o PIG na Internet. São lições convidativas para o PSDB e outros interessados aprenderem com Aristóteles. Leiam com atenção e postem em seus sites.
Toque um: Aristóteles (383-322 a.C.), observando a cidade de Atenas, emite juízos de valores em suas duas obras clássicas: O Político e Ética a Nicômaco. Esses textos se entrelaçam numa mesma dimensão ética e política, na constituição de uma cidade feliz e livre. Na raiz da questão, ética é justiça na cidade deste filósofo grego.
Toque dois: Na abertura da Ética a Nicômaco, Aristóteles aplica o termo política a um assunto único - a ciência da felicidade humana - subdividido em duas partes: a primeira é a ética e a segunda é a política propriamente dita.
A felicidade humana consistiria em uma certa maneira de viver, e a vida de um homem é resultado do meio em que ele existe, das leis, dos costumes e das instituições aceitas pela comunidade à qual ele pertence.
Toque três: A meta da política é descobrir, primeiro a maneira de viver (bios) que leva a felicidade humana, e depois, a forma de governo e as instituições sociais capazes de assegurarem aquela maneira de viver.
Estão captando? O que dizem vocês sobre o que é ser feliz? A conduta ética de um profissional atrai felicidade?
Toque quatro: A Política é, assim, aquela ciência cujo fim é "o bem propriamente humano" e este fim é o bem comum. Por isso, Aristóteles considera a política e a ciência prática "arquitetônica", isto é, que estrutura o agir e produzir humanos
Toque cinco: A afirmação aristotélica, segundo a qual o "homem é naturalmente um animal político" (politikón zoõn), deve ser levada a sério, pois ela define o humanismo que Aristóteles reconhece e propõe.
Toque seis: Aquele que "fosse incapaz de integrar-se numa comunidade (koinonia), o que seja auto-suficiente a ponto de não ter necessidade de fazê-lo, não é parte de uma cidade (polis), por ser um animal selvagem ou um deus".
Toque sete: Em que sentido, a Política em Aristóteles “é um bem propriamente humano” E nos dias de hoje, essa dimensão ética da política está sendo um desencanto? Por que? Por favor, sublinhem o toque seguinte.
Toque oito: O homem só alcança sua plenitude na comunidade. Ninguém alcança a felicidade solitariamente. Ninguém é feliz sozinho. Nós somos sempre felizes na solidariedade da comunidade política. Nós precisamos da sociedade e Aristóteles tem uma palavra maravilhosa que poderia estar na Bíblia: "o homem que não precisa da sociedade ou é um Deus, ou é um besta".
Toque nove: Que pensam disso? Por que viver em comunidade? Vejam o que disse Aristóteles. Vamos ler e entender mais um pouco o pensamento ético de Aristóteles.
Ele analisa uma virtude que é única e exclusiva da sociedade: a virtude da JUSTIÇA, isto é, a virtude da cidadania, de um bem para todos. Toda cidadania está ligada a um conceito de justiça. Então, não adianta que eu reivindique ao Estado direitos, se eu não convivo numa comunidade onde todos não se tratam com justiça.
Justiça essa, reguladora das relações entre os cidadãos livres e iguais, que se respeitam a partir do conceito de justiça.
Toque dez: Parem um pouco e meditrem no que acabaram de ler. Vale a pena agair assim? Agora, tomem uma postura de políticos que querem trabalhar para os interesse do Brasil. Sigam o Lula, reconhecido no mundo inteiro como o “Cara” que deu maior exemplo de como fazer política. Atenção: ele não tem anel de Doutro em Sociologia. Tem o Diploma da experiência da Soberania Popular. Pois é...e agora continuem no toque seguinte.
Toque onze: Para Aristóteles, cidadão justo é aquele que cumpre a lei e respeita a igualdade entre os outros. A justiça é a virtude da cidadania, na qual, cada um, por sua própria formação trata todos igualmente. Se praticássemos essa virtude os tribunais teriam muito pouco a fazer. Se eles existem e são tão solicitados, é porque nós não estamos praticando a virtude da justiça, da cidadania. Ética é justiça. É vida política com a ética da justiça.
Toque doze: Leiam mais algumas notícias e críticas contra os crimes cometidos pela Blogosfera do PIG:
Brizola Neto diz que tucanos usam internet para ataques e baixarias
Enfim....uma reação
Brucutus invadem a rede
Gente sem escrúpulos
Guerra suja na internet: PT entrará com representação no TSE contra o PSDB