Sábias Palavras da Presidenta Dilma - na Convenção do PT

by Francisco on sexta-feira, 18 de junho de 2010

por Francisco Antônio de Andrade Filho



 



Domingo, 13 de junho de 2010. Com Dilma & Lula, mulheres e homens – todos os brasileiros, de mãos dadas, entoaram o Hino Nacional. Convictos e prestigiados, na Minha Casa/Minha Vida, escolheram a Mãe do PAC, a Candidata à Presidência do Brasil. Palavras de Sabedoria foram brotadas da verdade. A estrela do PT brilhou como o Sol que, em sua magnitude, orbita em torno de outros partidos. O crepúsculo de um novo alvorecer do Brasil foi anunciado E a Filosofia falou. Descobriu que os dossiês dos inimigos da Pátria foram queimados nos porões da falsidade e da ignomínia. O PIG&PSDB&DEM&LTDA cavaram suas próprias covas. Deram um tiro no pé.

Com a riqueza de seus sentimentos, Dilma exalta a força da mulher:

“Minha emoção é muito grande. Minha alegria também. Por esta festa tão cheia de energia, de confiança e esperança [...] Sei que esta festa não é para homenagear uma candidata. Aqui se celebra, em primeiro lugar, a mulher brasileira! Aqui se consagra e se afirma a capacidade de ser - e de fazer - da mulher”




Com as mesmas virtudes políticas, da coragem e da benignidade, vê a força do trabalho e a soberania popular como garantias da vitória do Presidente Lula extensiva a ela. E fala com coração e alma de mulher, assim:

"A energia que move esta grande festa brasileira é a força do trabalho - e do sonho - de um povo que nunca se dobrou, sempre lutou e jamais perdeu a esperança. E que levou à Presidência um trabalhador, que provou que um novo Brasil é possível [...] Um Brasil justo, forte, democrático e independente. Cheio de oportunidades para todas as brasileiras e todos os brasileiros [...]. Lula mudou o Brasil e o Brasil quer seguir mudando”.




Por uma igualdade social, com as sábias palavras discursa:

“É seguir mudando para diminuir ainda mais a desigualdade entre pessoas, regiões, gêneros e etnias [...] Quebramos o tabu e provamos que incluir os mais fracos e os mais necessitados ao processo de desenvolvimento do país é um caminho socialmente correto, politicamente indispensável e economicamente estimulador"




Por isso, quero Dilma Rousseff, Presidenta do Brasil. Sei que ela já fez e vai fazer mais. E descobri que Serra, ex-prefeito e ex-governador de SP, sem realizações, ainda não fez e nem pode fazer mais. Só escorrega nas rampas palacianas e cai de serra abaixo. Ferido e derrotado, jamais subirá a rampa do Planalto. Enquanto isso, a fala da escolhida candidata é aplaudida com entusiasmo:

“Para realizar esta grande tarefa não basta apenas querer. Ou dizer que vai fazer. É preciso conhecer bem o Brasil, o governo e ter projetos que ampliem e acelerem o que está sendo feito. É preciso, ainda, estar do lado certo e com a postura correta. Dar prioridade e apoio aos que mais precisam, porém governando para todos os brasileiros e brasileiras”.




Entre tantas outras sábias palavras do Discurso da Dilma na Convenção do PT, destaco ainda outras expressões dos direitos de cidadania. Eu as captei nestes termos:

“Podemos alcançar isso porque somos um povo criativo e empreendedor; temos uma democracia sólida; um vibrante mercado interno; a maior reserva florestal e a mais limpa matriz energética do planeta; um parque industrial diversificado; uma agricultura forte; e desfrutamos de estabilidade econômica, agora com grandes reservas internacionais superiores a nossos compromissos externos.”




E enfatiza:

“Educação de qualidade, dando seqüência à transformação educacional em curso - da creche a pós-graduação [...] Espalhar a educação profissionalizante por todo o país, interiorizando o ensino técnico [...] Isso significa: formação continuada de professores para o ensino fundamental e médio [...] Fazer com que os professores tenham, pelo menos, o curso universitário e uma remuneração condizente com a sua importância”.




Essas sábias palavras da Dilma são revestidas de alto conteúdo filosófico dos tempos modernos. É verdade, o passado não se repete. De outro, é possível, sem mecanismos, verificar reflexos do Iluminismo, por exemplo, nos tempos atuais. Deste modo, descubro riqueza da sabedoria no pensamento político de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778).

O filósofo genebrino em seus dois discursos provou sua coragem de crítica às de crítica às “desigualdades sociais entre os homens”, em sua crítica às ciências e às artes do século XVIII.

No texto clássico de filosofia política Discurso sobre as Ciências e as Artes (1750). Ele discute “se o progresso das ciências e das artes terá contribuído para aprimorar os costumes?” Em conexão deste texto integrado com outras do mesmo pensador, conheceremos outras problemáticas, tais como: “Qual é a origem da desigualdade entre os homens, e é ela autorizada pela lei natural?” e “Quero indagar se pode existir, na ordem civil, alguma regra de administração legítima e segura, tomando os homens como são e as leis como podem ser”.

Deixemos a filosofia falar em Rousseau, assim:

“... as letras e as artes, menos despóticas e talvez mais poderosas, estendem guirlandas de flores sobre as cadeias de ferro de que estão eles carregados, afogam-lhes o sentimento dessa liberdade original para a qual pareciam ter nascido, fazem com que amem sua escravidão e formam assim o que se chama povos policiados”.




E conclui sua crítica à corrupção política, assim:

“Na política, como na moral, é um grande mal não se fazer de algum modo o bem e todo cidadão inútil pode ser considerado pernicioso (...) Os antigos políticos falavam constantemente de costumes e virtudes, os nossos só falam de comércio, de dinheiro e de poder (...) Avaliam os homens como gado. Segundo eles, um homem só vale para o Estado pelo seu consumo”.




Para Rousseau só a vontade geral era o que traduziria o que há de comum em todas as vontades individuais, ou seja, o substrato das consciências. O objeto da vontade geral é, pois, o interesse comum. Assim escreve:

“Afirmo, pois, que a soberania, não sendo senão o exercício da vontade geral, jamais pode alienar-se, e que o soberano, que nada é senão um ser coletivo, só pode ser representado por si mesmo. O poder pode transmitir-se; não, porém, a vontade (...) A soberania é indivisível , pela mesma razão por que é inalienável, pois a vontade ou é geral, ou não o é; ou é a do corpo do povo, ou somente de uma parte. No primeiro caso, essa vontade declarada é ato de soberania e faz lei; no segundo, não passa de uma vontade particular ou de um ato de magistratura, quando muito, de um decreto.”




Termino aqui essa meditação escrita. Que o leitor faça seus comentários. De minha parte, desejei mostrar-lhe, fazer passar e pensar a realidade de uma filosofia que manifesta e exprime os problemas e as questões que, em cada época de uma sociedade, os homens colocam para si mesmos, diante do que é novo e ainda não foi aprendido. A filosofia procura enfrentar essa realidade nova, oferecendo caminhos, respostas e, sobretudo, propondo novas perguntas num diálogo permanente, com a sociedade e a cultura de seu tempo, do qual ela faz parte.

Medite e Escute Mais:

Íntegra do discurso de Dilma Rousseff na Convenção PT

Rousseau: Defensor Moderno da Democracia

ROUSSEAU, J.-J. Discurso Sobre as Ciências e as Artes. São Paulo: Abril Cultural, 1987.

_____________. Origem e Fundamento das Desigualdades Entre os Homens. São Paulo: Abril Cultural, 1987.

Cuide-se [minutos de meditação]

by Francisco on quarta-feira, 2 de junho de 2010

por Francisco Antônio de Andrade Filho



 



Li o capítulo 4 “A lei da integridade”, do livro Prosperidade Profissional, escrito por Luiz Antônio Gasparetto. Trata-se de buscar o melhor de sua vida espiritual embutida na lei da integridade. Com ela, você encontrará proteção e enxergará o bem de seu próprio poder. Faça o seu melhor e cante sua vitória e o significado de vida feliz. Dedique seus minutos de meditação, hoje, com este destaque (p.130/131), do mesmo autor:



“A integridade só conhece e age pelo melhor. Mas toda vez que você, conscientemente, não faz o seu melhor, o seu sistema de integridade não o defende.

As coisas podem ser olho por olho. Dente por dente. Se uma pessoa é agressiva consigo mesma, nem sempre ela desencadeará a agressividade em sua vida. Se ser agressiva for o seu melhor, o sistema de integridade lhe trará o melhor. Mas se ela já sabe lidar com as coisas sem ser agressiva e de repente responde com agressividade, o sistema de integridade não vai interferir, pois não é mais de sua responsabilidade defendê-la, pois neste particular ele sabe que a pessoa está capacitada a fazê-lo por si. Daí a coisa vira pau pau, pedra pedra”.




Leia e medite mais: no mesmo livro, páginas 129 a 178.

Liberdade de Imprensa – Altos Toques de Ética e Moral III

by Francisco on terça-feira, 1 de junho de 2010

por Francisco Antônio de Andrade Filho



 



Como é agradável, dialogar com o Partido da Imprensa Golpista. Mais uma vez, converso com os seguidores DEM & PSDB & LTDA, comprados pelo corrupto e perverso PIG. Objetivo despertar neles as virtudes da liberdade de imprensa. Espero convencê-los de não cometerem crimes contra esse maior bem de uma Democracia: a liberdade.

Toque um: Nesta terceira aula, além de outros filósofos, inspiro-me em Montesquieu (1689-1755). Li e interpretei sua obra clássica sobre Filosofia Política, O Espírito das Leis. Nesta obra, pensa: "a liberdade é um bem tão apreciado que cada qual quer ser dono até da alheia".

Toque dois: E insiste: "A liberdade política, num cidadão, é esta tranqüilidade de espírito que provem da opinião que cada um possui de sua segurança; e, para que se tenha esta liberdade cumpre que o governo seja de tal modo, que um cidadão não possa temer outro cidadão “.

Toque três: Observa-se que Montesquieu concebe um novo conceito de lei, estabelecendo relações entre si desde a sua criação. A lei determina não apenas a vida privada (moral), mas também política (ética) dos povos.

Toque quatro: Logo no início do Livro XI, Montesquieu percebe a realidade da lei-relação através da qual produz o saber jus - filosófico não isolado, mas interligado com o todo. Que "todo" é esse? Esse todo é a relação da liberdade política não fechada em si mesma, em sua particularidade, mas em sua relação com a Constituição, com o cidadão e com o mundo da economia. E assim fala: distingo as leis que formam a liberdade política em sua relação com a constituição, das leis que a formam em sua relação com o cidadão. O que é liberdade de política em sua relação com a constituição? Quais as diversas significações dadas à palavra liberdade? Investigamos a maior expressão ética do homem: sua liberdade.


Toque cinco: Montesquieu concebe, assim, liberdade no sentido político. Procura associar a liberdade política com a ordem constitucional vigente. Mas em que consiste a liberdade política? Ele responde: A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem. E argumenta: se um cidadão pudesse fazer tudo o que elas proíbem, não teria mais liberdade, porque os outros também teriam tal poder. E alerta: É verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer; mas a liberdade política não consiste nisso A liberdade consiste em fazermos algo sem sermos obrigados assim agir. Pois, continua a pensar, numa sociedade em que há leis, a liberdade não pode constituir senão em poder fazer o que se deve querer e em não ser constrangido o que não se deve desejar.

Toque seis: Nos capítulos seguintes, Montesquieu insiste ainda a conceber a liberdade política limitada pela moderação do poder. Para ele, os sistemas democráticos e aristocráticos, essencialmente, não são livres exceto quando neles não se abusa do poder, o que para se conseguir é preciso que pela disposição das coisas o poder freie o poder. E ironiza: Quem diria! A própria virtude tem necessidade de limites. De fato, a experiência histórica é pródiga em comprovar tal afirmação do iluminista francês. O homem que tem o poder é tentado a abusar dele. É preciso limitá-lo, frear seu desejo de comando. Só pode existir liberdade quando não há abuso do poder.

Toque sete: Estabelece então, condições necessárias para a concretização da liberdade política como uma expressão de valor para a cidadania. E pensando na consolidação de um Estado livre, Montesquieu vai afirmar que somos livres porque somos governados por leis que orientam nossa vida em sociedade.

Toque oito: A moderação do poder constitui princípio basilar da liberdade política. Pois, uma constituição pode ser de tal modo, que ninguém será constrangido a fazer coisas que a lei não obriga e a não fazer as que a lei permite.

Toque nove: Sustento que Montesquieu é um pensador inserido na História do Século XVIII, quando a liberdade de pensar era o princípio central da qual derivam a natureza das leis, não fora da realidade, mas do homem histórico, real, desse tempo. Tornou-se um clássico da Filosofia Política Moderna. Para ele, as instituições jurídicas emergiam do povo e como resultado da ação de fatores naturais e culturais. Eis um método diferente, revolucionário para o pensador iluminista na França.

Toque dez: O sociólogo, Emir Sader enriquece o debate: “Na realidade a crise da imprensa é a da perda de credibilidade, é uma crise ética, de sua transformação em um instrumento da publicidade, do ponto de vista econômico, e da sua constituição em mentor político e ideológico da direita. Os dados, publicados recentemente, demonstram como todos os grandes jornais brasileiros perdem leitores, mas sobretudo perdem influência. Embora todos os maiores jornais e quase todas as revistas semanais – à exceção da Carta Capital – sejam de férrea oposição ao governo, este mantêm 83% de apoio e eles conseguem apenas 5% de rejeição do governo. Temos aí uma idéia da baixíssima produtividade desses órgãos de oposição.”

Toque onze: Luiz Gonzaga Belluzzo, professor titular do Instituto de Economia da Unicamp, escreve: “O leitor atilado há de julgar se a liberdade de opinião e de informação vem se ampliando e favorecendo o esclarecimento dos cidadãos ou se transformando em seu contrário, num exercício do poder que viola os direitos reconhecidos como essenciais no relatório da Comissão sobre a Liberdade de Imprensa”.


Toque doze: E Karl Marx pensa: "A imprensa livre é o olhar onipotente do povo, a confiança personalizada do povo nele mesmo, é a franca confissão do povo a si mesmo."

Liberdade de Imprensa – Altos Toques de Ética e Moral II

by Francisco on sábado, 1 de maio de 2010

por Francisco Antônio de Andrade Filho



 



Esta é a segunda aula de ética e moral para o Partido da Imprensa Golpista. Desta vez, inspirado-me nas obras de Aristóteles e, a partir de algumas notícias criminosas da blogosfera, ofereço ao PSDB, as lições de liberdade com justiça e vida feliz na cidade.

Nesta semana, acompanhei uma avalanche de notícias sobre os crimes blogosféricos cometidos pela atual oposição política no Brasil. Aconteceu no site do PSDB com ataques à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.

Alegre, vi e escutei a voz corajosa do Brizola Neto (PDT-RJ) na tribuna da Câmara Federal. Com indignação ética denunciou a estratégia dos tucanos pela internet nas eleições deste ano. Uníssono com a vontade Geral do Povo brasileiro elevou sua voz, e falou, assim:



“Como a oposição não tem condições de apresentar boas coisas para população brasileira, só consigo enxergar que essa é a única estratégia que tem para tentar mudar a imagem da aprovação do governo presidente Lula. Eles estão partindo para o golpe baixo. Uma campanha suja e feita de maneira institucional - sem identificação.”




Frente a essa virtude política do referido deputado, produzi alguns toques de ética e moral para o PIG na Internet. São lições convidativas para o PSDB e outros interessados aprenderem com Aristóteles. Leiam com atenção e postem em seus sites.

Toque um: Aristóteles (383-322 a.C.), observando a cidade de Atenas, emite juízos de valores em suas duas obras clássicas: O Político e Ética a Nicômaco. Esses textos se entrelaçam numa mesma dimensão ética e política, na constituição de uma cidade feliz e livre. Na raiz da questão, ética é justiça na cidade deste filósofo grego.

Toque dois: Na abertura da Ética a Nicômaco, Aristóteles aplica o termo política a um assunto único - a ciência da felicidade humana - subdividido em duas partes: a primeira é a ética e a segunda é a política propriamente dita.

A felicidade humana consistiria em uma certa maneira de viver, e a vida de um homem é resultado do meio em que ele existe, das leis, dos costumes e das instituições aceitas pela comunidade à qual ele pertence.

Toque três: A meta da política é descobrir, primeiro a maneira de viver (bios) que leva a felicidade humana, e depois, a forma de governo e as instituições sociais capazes de assegurarem aquela maneira de viver.

Estão captando? O que dizem vocês sobre o que é ser feliz? A conduta ética de um profissional atrai felicidade?

Toque quatro: A Política é, assim, aquela ciência cujo fim é "o bem propriamente humano" e este fim é o bem comum. Por isso, Aristóteles considera a política e a ciência prática "arquitetônica", isto é, que estrutura o agir e produzir humanos

Toque cinco: A afirmação aristotélica, segundo a qual o "homem é naturalmente um animal político" (politikón zoõn), deve ser levada a sério, pois ela define o humanismo que Aristóteles reconhece e propõe.

Toque seis: Aquele que "fosse incapaz de integrar-se numa comunidade (koinonia), o que seja auto-suficiente a ponto de não ter necessidade de fazê-lo, não é parte de uma cidade (polis), por ser um animal selvagem ou um deus".

Toque sete: Em que sentido, a Política em Aristóteles “é um bem propriamente humano” E nos dias de hoje, essa dimensão ética da política está sendo um desencanto? Por que? Por favor, sublinhem o toque seguinte.

Toque oito: O homem só alcança sua plenitude na comunidade. Ninguém alcança a felicidade solitariamente. Ninguém é feliz sozinho. Nós somos sempre felizes na solidariedade da comunidade política. Nós precisamos da sociedade e Aristóteles tem uma palavra maravilhosa que poderia estar na Bíblia: "o homem que não precisa da sociedade ou é um Deus, ou é um besta".

Toque nove: Que pensam disso? Por que viver em comunidade? Vejam o que disse Aristóteles. Vamos ler e entender mais um pouco o pensamento ético de Aristóteles.

Ele analisa uma virtude que é única e exclusiva da sociedade: a virtude da JUSTIÇA, isto é, a virtude da cidadania, de um bem para todos. Toda cidadania está ligada a um conceito de justiça. Então, não adianta que eu reivindique ao Estado direitos, se eu não convivo numa comunidade onde todos não se tratam com justiça.

Justiça essa, reguladora das relações entre os cidadãos livres e iguais, que se respeitam a partir do conceito de justiça.

Toque dez: Parem um pouco e meditrem no que acabaram de ler. Vale a pena agair assim? Agora, tomem uma postura de políticos que querem trabalhar para os interesse do Brasil. Sigam o Lula, reconhecido no mundo inteiro como o “Cara” que deu maior exemplo de como fazer política. Atenção: ele não tem anel de Doutro em Sociologia. Tem o Diploma da experiência da Soberania Popular. Pois é...e agora continuem no toque seguinte.

Toque onze: Para Aristóteles, cidadão justo é aquele que cumpre a lei e respeita a igualdade entre os outros. A justiça é a virtude da cidadania, na qual, cada um, por sua própria formação trata todos igualmente. Se praticássemos essa virtude os tribunais teriam muito pouco a fazer. Se eles existem e são tão solicitados, é porque nós não estamos praticando a virtude da justiça, da cidadania. Ética é justiça. É vida política com a ética da justiça.

Toque doze: Leiam mais algumas notícias e críticas contra os crimes cometidos pela Blogosfera do PIG:

Brizola Neto diz que tucanos usam internet para ataques e baixarias

Enfim....uma reação

Brucutus invadem a rede

Gente sem escrúpulos

Guerra suja na internet: PT entrará com representação no TSE contra o PSDB

Liberdade de Imprensa – Altos Toques de Ética e Moral I

by Francisco on domingo, 25 de abril de 2010

por Francisco Antônio de Andrade Filho



 



É a primeira aula de Filosofia sobre liberdade em sua dimensão ética e moral para os seguidores do DEM & PSDB & PIG. Aqui, pretendo construir um agradável diálogo com eles. Com alguns toques de ética e moral, em discussão, desejo despertar neles as virtudes da liberdade de imprensa.

Toque Um – Para iniciar o debate, pergunto: O que é o bem? O que é o mal? O que é ética? O que são as virtudes da confiança, do respeito e da integridade pessoal? Em seus meios de Comunicação, vocês cultivam valores morais e éticos? O Partido da Imprensa Golpista investe mesmo nos partidos da oposição? Com que interesse econômico agem assim? O DEM e o PSDB, entre outros, pagam a vocês para destruir a riqueza social produzida pelo atual Governo Lula? Que projetos políticos vocês produziram em benefício da cidadania brasileira? Acreditam no PAC, respeitam Minha Casa/Minha Vida? À luz da Ideologia, vocês camuflam a verdade? Têm medo da Soberania Popular que desperta confiança e segurança no poder com ética e moral de Lula, Dilma e a base desse governo?

Toque dois - Há uma palavra grega, que explica o sentido etimológico da concepção de ética com justiça: “ethos”. Significa “domicílio”, moradia, o abrigo permanente, o país onde alguém habita, a casa onde se mora, as Instituições, onde se constrói, pelo trabalho, a riqueza social, política e econômica; a prática da ética profissional em jornalismo e a felicidade do gênero humano.

Toque três - Por ética, então, entendemos todo esforço do espírito humano para formular juízos tendentes a iluminar a conduta das pessoas, sob a luz de um critério de bem e de justiça. Enquanto isso, a moral é um conjunto de normas que orientam o comportamento humano tendo como base os valores próprios a uma dada comunidade. A casa/ética se dá sempre no singular: é a exigência do ser humano de habitar humanamente seu mundo. As morais se dão sempre no plural, porque as formas e modo de habitar o mundo são múltiplos e diferentes.

Toque quatro - E o que são virtudes? Significa a qualidade ou a ação digna do homem. É a prática constante do bem, correspondendo ao uso da liberdade com responsabilidade. É o hábito de viver bem com outras virtudes, por exemplo, da confiança, do respeito, da integridade.

Toque cinco – E para vocês - amantes deste site e dos demais espaços cibernéticos -, motivados pela construção da liberdade, ofereço mais dois toques. No bom combate da liberdade, assumamos o poder da responsabilidade ética e em busca da verdade que nos liberta, indico-lhes
mais três toques:

Toque seis - A ética tem a função de imprimir uma direção na vida, de mostrar estilos de vida. Ela é uma espécie de bússola que aponta os caminhos de realização pessoal e os perigos da autodestruição. A ética tem uma função de advertência: mostrar aos profissionais da comunicação, por exemplo, o caminho de construção ou destruição do homem. Ela também é um esforço de superação de conflitos inerentes à convivência com o mundo.

Toque sete - Pensa-se ainda hoje, que a atitude ético-virtuosa designa a maneira de ser “habitual”, o caráter, a disposição da alma. Caráter é marca. Sigilo, timbre ou disposição interna da vontade que a inclina a agir habitualmente, de determinada maneira. “Hábito”, para o bem ou para o mal, virtuoso ou vicioso. Ninguém nasce ético, confiante, único e íntegro.

Toque oito - E sobre isso, penso: quando a consciência moral dos indivíduos for mais cultivada, quando os indivíduos possuírem critérios próprios, a ética interiorizar-se-á. As virtudes da confiança, do respeito às pessoas e a integridade brotarão fortes no mundo das empresas no Congresso Nacional, na Blogosfera. Na Mídia. E a verdade libertará a perversidade PIG.

Ética, Reflexão e Ação

by Francisco on domingo, 18 de abril de 2010

por Francisco Antônio de Andrade Filho



 



Nesta semana, os crackers assaltaram o sítio oficial do Partido dos Trabalhadores. Cometeram crimes cibernéticos. Ao acessar esse Portal do PT, percebi a presença dos crackers, ladrões violentos esses, com seus ataques: a página ficou várias vezes fora do ar com avisos de que se trata de um endereço “perigoso”. Tive um forte receio que esses perversos piratas da blogosfera pudessem danificar meu computador. Nesse ínterim, o cracker me conduziu maldosamente para uma entrevista com o secretário-geral do PSDB. Ele seria um hacker se tivesse me conduzido para aplaudir Dilma Rousseff em seus discursos e práticas por esse Brasil afora!

Nesse momento, lembrei-me da minha experiência como professor de Ética Hackerteen. Aprendi muito com o diálogo que construímos para a formação do jovem hacker a serviço do bem na Informática em contraposição ao cracker que entram no mundo dos crimes cibernéticos.

A HackerTeen, no universo do saber de seu projeto, desenvolve um trabalho de “formação técnica e moral de jovens, entre 14 e 19 anos, com produção de conhecimentos em Segurança da Informação e Empreendedorismo”. Entre outros valores, os da Ética e da Moral são desta Instituição. É assim que se constrói um projeto com sucesso na Era da Informática.

E indagamos: Filosofia, para quê? Seria ela um saber inútil no universo do HackerTeen ,aqui praticado em benefício da humanidade? Que contribuição ético-filosófica poderá ser brotada para os dias de hoje, “refletindo e agindo”, com responsabilidade social, na Aldeia Global dos homens e das mulheres, construindo o mercado de trabalho para todos?

A Filosofia sente-se desafiada neste momento. É um novo desafio, aqui registrado, para uma ampla discussão: fazer da filosofia uma arte de colocar "questões" em cada domínio do saber e da ação; uma arte da "argumentação" capaz de permitir, aos seres humanos, em cada caso, resgatar o todo do pensamento, vale dizer abordar toda e qualquer questão segundo a perspectiva do HackerTeen, respeitando nossa capacidade de pensar e de falar.

Em todos os tempos, a Filosofia tem exercido atrativo mais ou menos intenso sobre os homens. Para Sócrates, "a vida sem reflexão não merece ser vivida". E para Aristóteles, "nada caracteriza melhor o homem do que o fato de pensar". Platão definia a Filosofia como um saber verdadeiro que deve ser usado em benefício dos seres humanos.

Então, por aí, podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes. Pois, com ela, abandona-se a ingenuidade e os preconceitos do senso comum. Busca-se compreender a significação do mundo, da cultura, da história. Dá-se a cada um de nós e a nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos. Com ela, fazemos juízos de valor. Indagamos. Questionamos. Buscamos respostas em aberto. Apelamos à reflexão crítica. E produzimos um tipo de saber, indo racionalmente às raízes das realidades.

Nesta mesma direção do pensar, da “reflexão e ação”, ainda questionamos: O que é ética no HackerTeen? Como esta Instituição expressa sua “ação responsável” no desenvolvimento educacional da juventude de hoje? No desenvolvimento nacional e regional?

Na realidade, o HackerTeen é sábio ao inserir a disciplina Ética e Moral em seu programa. Percebeu claramente que tinha a missão, de não apenas instruir tecnicamente seus alunos, mas também, com muito cuidado, prepará-los para uma profissão com formação ética. Assumiu a Educação como espaço de construção da liberdade e de instalação de uma Ética que dê conta dos desafios do mundo globalizado. Tornou a moradia, o abrigo permanente, o país onde alguém habita, a casa onde se mora, o projeto, onde se constrói, pelo trabalho, a felicidade do homem.

De fato, na Escola Hackerteen, á distância e tão perto, os jovens descobrem os caminhos da confiança, integridade e valores. Avançam e discutem a importância da ética e da moral na era da informática. Numa atitude de reflexão crítica, vêem os caminhos da felicidade dos hackers e percebem que não vale a pena cometer os crimes digitais e cibernéticos dos crackers.

E com as tecnologias da inteligência, a juventude se humanizará na segurança computacional das empresas. Segurança com Software Livre. Sociedade da informática com ética e moral.

Quando a Profecia é Silenciada, as Pedras Gritam!

by Francisco on segunda-feira, 12 de abril de 2010

por Jorge Vieira | Blog do Jorge



 



Nos dias, a pauta recorrente da mídia nacional e internacional, trata de denúncia de pedofilia praticada por membros da hierarquia da Igreja Católica. Pela produção dos noticiários, os fatos aparecem por vários os lugares e em todas as épocas. Parte da mídia, principalmente a ala das igrejas neo-pentecostais, transformaram os casos em matéria de propaganda religiosa e ideológica.

Entretanto, a mais alta hierarquia católica, em nível da Cúria Romana e local, não consegue colocar as questões de forma plausível e convincente. E isto tem provocada no seio da sociedade e, especialmente, entre a comunidade católica uma profunda desinformação, confusão e desolação. O bombardeio midiático atormenta, deprime e decepciona, mas a falta de orientação e de firmeza eclesial e teológica incomoda mais ainda.

Historicamente, a Igreja nasceu do martírio do próprio Jesus Cristo e de seus seguidores, por defenderem a causa do Reino de Deus e da Justiça. Do sangue dos mártires jorrou a força do cristianismo contra poderosos e dominadores. Do Concílio Vaticano, pastores e teólogos, movidos pela do Espírito, resgatou a Igreja voltada para os problemas do mundo e para a causa do Reino: a Justiça dos pobres, dos marginalizados e excluídos pelo sistema dominante. A Igreja renasce despojada do ufanismo, das vestes pomposas, dos intramuros palacianos e das benesses concedidas pelos poderosos.

A Igreja latino-americana e caribenha, nas Conferências de Medellin e Puebla, humilde e caminhante, se volta comprometida com a causa dos pobres e da justiça. Os pastores deixam a comodidade de seus palácios episcopais e se embrenharam pelos sertões, matas, floresta e rios afora, para ouvir os clamores do povo. O testemunho da missão motivou o surgimento de novas lideranças e comunidades e a construção de uma nova sociedade. Basta lembrar dons: Hélder Câmara, Oscar Romero, Pedro Casaldáliga, Paulo Evaristo Arns, e tantos outros.

Lamentavelmente, nas últimas três décadas, a Igreja da Utopia do Reino, seguidora do Jesus histórico e inserida no meio dos pobres, foi violentamente silenciada. Em contraposição e paralelamente, foi incentivado o surgimento de movimentos de cunho de libertação individualistas e espiritualista, com grande enfoque no moralismo e na administração sacramental. Nesse contexto revisionário, a formação do clero e, consequentemente, dos membros comunidades, é direcionada às preocupações ad intra, de cunho administrativo e burocrático, a igreja dos palanques eletrônicos e dos pregadores midiáticos.

Com o silêncio das Grandes causas do Reino, a profecia quase que desaparece, destacando-se as denúncias contra segmentos do clero envolvidos com casos de pedofilia, homossexualismo ou heterossexualismo.

É nesse contexto que a igreja deixou-se abater. Atitude que, em hipótese alguma, corresponde à sua ação missionária. Na América Latina e, especialmente, no Brasil, o papel da Igreja é um dos mais marcantes e destacados na construção do que há de mais digno e valoroso na história desse país.

E, no caso das acusações que pesam sobre alguns membros da hierarquia, se comprovadas, devem ser julgadas e, os envolvidos, penalizados de acordo com os seus atos cometidos. Mas é inadmissível que, sob pena de agir de má-fé, penalizar a Instituição e a multidão que dela faz parte. E, que das cinzas ressoem os gritos dos profetas, o compromisso com os pobres e a força da justiça do Reino de Deus.



* Jorge Vieira é Jornalista.

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Comentários:
(por Francisco Antônio de Andrade Filho)

I – O jornalista Jorge Vieira discute as denúncias de pedofilia praticada pelos padres da Igreja Católica. De um lado, critica a dubiedade e o silêncio da hierarquia eclesiástica. De outro percebe a postura da propaganda religiosa e ideológica por parte da ala das igrejas neo-pentecostais. Sem deixar de criticar os erros do poder sacro da Igreja Católica, ele exalta os seguidores da teologia latino America de libertação e suas vivências espirituais dos cristãos.

II – Na verdade, surge um debate importante para os dias de hoje e no mundo religioso. Com o nascimento da teologia de libertação, pesquisava-se uma nova práxis da fé cristã que fosse fator de transformação e libertação. Exigia-se uma nova prática da mensagem do bem em contraposição a do mal. Surgia um novo tipo de inteligência da fé, uma reflexão sobre os compromissos assumidos pelos cristãos em situação de conflitos sociais. . As injustiças, a miséria, a falta de respeito para com a riqueza social e as liberdades da coletividade, praticadas pela oligarquia política e religiosa levam a América Latina tomar consciência de seus direitos e deveres.

III – Na atualidade, porém, há um grito de indignação ética contra os abusos e as injustiças dos poderes sacros da Igreja Católica. Ela ainda não se deu conta que os tempos mudaram. Ela não consegue mais camuflar os graves crimes de pedofilia, entre outros, cometidos pelos Padres, Monsenhores, Bispos, Arcebispos, Cardeais e Papas. Eles silenciam crimes sagrados no confessionário. Enquanto isso, as tecnologias da inteligência descobrem e divulgam em questão de segundos para toda aldeia global.

III – Na verdade, esses herdeiros dos poderes sacros e podres da Inquisição Medieval, representam Deus neste massacre de violência sexual. Deus? Deus é vida. Violência daqueles eclesiásticos é a encarnação do mal, inferno na terra. E por que eles, no confessionário, absolvem pedófilos pedófilos, estupradores de crianças, meninos e mocinhas adolescentes, e quando as engravidam cometem outros crimes?

IV -De outro, autoridades políticas, filósofos e teólogos; fiéis católicos ou não, representantes de diversos movimentos sociais e feministas manifestam indignação ética contra a ingerência e desobediência de eclesiásticos da Igreja Católica nas leis constitucionais do Estado laico. Estranha conduta essa, prioridade ao Código do Direito Canônico? E onde fica o Direito Civil da Ordem Constitucional no Brasil?

V – Quando da visita do Papa Bento XVI a este País, maio de 2007, os católicos curvavam-se aos pés e veneravam o pastor-magistrado na cidade paulista. É o poder eclesiástico, identificado como autoridade divina. É o mito dos pastores divinos. E, segundo Platão, é o Deus-Pastor em sua relação com o rebanho, dando-lhe e garantindo uma terra. Exerce o poder sobre ele. Reúne, guia e conduz seu rebanho. Garante a salvação. Toma decisões no interesse de todos. Pois, segundo o mesmo filósofo, “… em se tendo por pastor a divindade, a humanidade não precisava de constituição política”. Deus providenciava tudo: frutos da terra, moradia, vida. Não era preciso se preocupar com nada. Deus satisfazia suas necessidades materiais.

VII - Enquanto isso, o atual Papa e outros da alta hierarquia - quais reis tiranos -, existem maus e cruéis pastores que dispersam o rebanho, deixam morrer de fome e sede, tosam-no exclusivamente para obter lucro.

VIII – Os pedófilos eclesiásticos esquecem que Deus - e Deus somente -, é o Pastor de seu povo, o único e exclusivo pastor autêntico. Seus fiéis perdem a confiança nesses falsos pastores. Abandonaram sua missão divina: reunir o rebanho, velar por ele, conhecê-lo. Prestar atenção e perscrutar cada um deles.

IX - Para quem quiser discutir mais, consulte:
- Teologia latino-americana de libertação em diálogo com a dos conquistadores
- Bento XVI no Brasil: poder magistrado na cidade
- CNBB: O Poder e o Sagrado na Cidade
- Indignação Ética Contra a Violência do Arcebispo de Olinda e Recife