Dedico esta meditação aos amigos e amigas. É um convite especial
a celebrarem conosco: esposa, filhos, noras, netos, parentes; colegas do
GEAP-Aracaju/SE, da UFAL; do UNIVERSO, FMN e FRM/Recife-PE. Alegre, nestes
tempos natalinos, lembro-me ainda dos novos amigos e amigas da Praia de
Atalaia (Aracaju). Enfim, a todos vocês, internautas do meu site, amigos do Face e
seguidores do Twitter.
Festejar o aniversário de Jesus é
descobrir o tesouro de uma espiritualidade sem religiões organizadas que nos
engaiolam em prisões infernais de segurança máxima.
É Natal de 2012. Aniversário do Deus Menino. O Recado da Pesquisa lembra “Jesus nascido em Belém da Judéia” (Mateus, 2, 1), filho de “Maria e de seu esposo José” (Mateus, 18, 19). Neste instante, sigo a postura não mais de “uns magos do Oriente”, mas de “outros líderes do Ocidente”, que anunciam Deus sem religião. É possível? Olho para os céus e vejo novas estrelas que brilham com mensagens de espiritualidades de, Brian Tracy, Alberto Caieiro, Ecléa Bosi, Gasparetto e Bob Proctor. Eles oferecem dicas de meditação para celebrarmos a boa nova de um broto divino, cidadão daquela cidade do Oriente. O Menino Deus nos liberta das cadeias eclesiásticas construídas nos mercados religiosos. Recomendo escolher um dia para olhar bem cada estrela que brilhar durante as os dias natalinos (Francisco Antônio de Andrade Filho).
Pratique a lei da integridade
Você alcança a felicidade e o alto desempenho quando decide viver de maneira coerente com seus valores mais elevados e suas convicções mais profundas. Viva sempre de acordo com o que há de melhor em você (Brian Tracy)
É Natal de 2012. Aniversário do Deus Menino. O Recado da Pesquisa lembra “Jesus nascido em Belém da Judéia” (Mateus, 2, 1), filho de “Maria e de seu esposo José” (Mateus, 18, 19). Neste instante, sigo a postura não mais de “uns magos do Oriente”, mas de “outros líderes do Ocidente”, que anunciam Deus sem religião. É possível? Olho para os céus e vejo novas estrelas que brilham com mensagens de espiritualidades de, Brian Tracy, Alberto Caieiro, Ecléa Bosi, Gasparetto e Bob Proctor. Eles oferecem dicas de meditação para celebrarmos a boa nova de um broto divino, cidadão daquela cidade do Oriente. O Menino Deus nos liberta das cadeias eclesiásticas construídas nos mercados religiosos. Recomendo escolher um dia para olhar bem cada estrela que brilhar durante as os dias natalinos (Francisco Antônio de Andrade Filho).
Pratique a lei da integridade
Você alcança a felicidade e o alto desempenho quando decide viver de maneira coerente com seus valores mais elevados e suas convicções mais profundas. Viva sempre de acordo com o que há de melhor em você (Brian Tracy)
Deus
Menino é a expressão da arte de viver como criança igual a todas as outras.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo. No céu tinha que estar
sempre sério. [...] A mim ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar a para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são
engraçadas quando a gente tem na mão. E olha devagar para elas (Alberto
Caeiro).
O olhar de uma criança que brinca fora da jaula do estereótipo.
A criança sofre, o adolescente sofre. De onde nos vêm, então, a saudade e a ternura pelos anos juvenis? Talvez, porque nossa fraqueza fosse uma força latente e em nós houvesse o germe de uma plenitude a se realizar. Não havia ainda o constrangimento dos limites, nosso diálogo com os seres em aberto, infinito. A percepção era uma aventura; como um animal descuidado, brincávamos fora da jaula do estereótipo (Cléa Bosi).
O
que é a vida para você? Descubra seu segredo. Relaxe e medite nisso.
Esta é a sua vida, e está esperando que você a descubra! Até
agora você talvez tenha pensado que a vida é dura, uma luta, e, portanto, pela
lei da atração, deve ter sentido a vida como dura e uma luta. Comece
imediatamente a gritar para o Universo: “A vida é tão fácil! A vida é tão boa!
Todas as coisas boas vêm até mim!” (Bob Proctor).
Natal é paz interior, revelação da própria vida.
Ter a paz é sentir a expressão da própria vida, que é tão valiosa. Vibre mais uma vez nessa paz e irradie esse prazer para tudo. A paz é a luz que invade a escuridão e anula as ilusões. A paz cria a verdadeira realização. Sempre vou repetir a palavra paz dentro de mim e ela vai me levar a esse estado único de prazer. Quero me manter assim até conquistar todos os meus objetivos nesta vida (Gasparetto).
O aniversário de Jesus é um convite para se celebrar a boa nova do amor na alegria, na justiça, durante toda sua vida.
O Amor ilumina a algazarra das crianças; o Amor nos despe de
nossa arrogância; não nos julga pela nossa aparência, mas nos conhece pela
nossa essência [...] O Amor fecunda as flores e perfuma o mundo; estanca o
sangue dos justos. Numa mão traz a cura, na outra, a justiça. Faz renascer a
alma envelhecida, apaga os dissabores e as ilusões da mente (Aloízio Gomes
Barbosa).
Com
Rubem Alves, descubra O
infinito na palma de sua mão. Se você quiser, siga os caminhos
possíveis, indicados pelo autor com a beleza dos poemas. Deus é uma criança.
[...] O Natal, antes de ter acontecido em Belém, se formou no coração de Deus. O Natal nasceu da tristeza de Deus. Ele olhou para os homens e os viu tão perdidos, tão loucos, tão fora do caminho: “Andavam desgarrados como ovelhas, sem saber que caminho tomar” (Is 53,6).
[...] Mais que festa, o Natal é ritual. Os rituais são repetições de um passado perdido, para o qual gostaríamos de voltar. Eles nos reconduzem às fontes donde brotam as águas da vida.
[...] Para isso aconteceu o Natal. Já que os homens não percebiam com os olhos da alma, quem sabe perceberiam com os olhos do corpo? Deus, então, se deu aos olhos dos adultos. E o que eles viram foi o assombroso, o espantoso, o jamais pensado, o insólito, o escandaloso. Deus é uma criança.
Neste Natal, homenageie a mãe de Jesus com Paula Fernandes em "Ave-maria Natureza".
[...] O Natal, antes de ter acontecido em Belém, se formou no coração de Deus. O Natal nasceu da tristeza de Deus. Ele olhou para os homens e os viu tão perdidos, tão loucos, tão fora do caminho: “Andavam desgarrados como ovelhas, sem saber que caminho tomar” (Is 53,6).
[...] Mais que festa, o Natal é ritual. Os rituais são repetições de um passado perdido, para o qual gostaríamos de voltar. Eles nos reconduzem às fontes donde brotam as águas da vida.
[...] Para isso aconteceu o Natal. Já que os homens não percebiam com os olhos da alma, quem sabe perceberiam com os olhos do corpo? Deus, então, se deu aos olhos dos adultos. E o que eles viram foi o assombroso, o espantoso, o jamais pensado, o insólito, o escandaloso. Deus é uma criança.
Neste Natal, homenageie a mãe de Jesus com Paula Fernandes em "Ave-maria Natureza".
Ave Maria
mãe das estrelas, mãe do céu.
Alma doce da natureza
Oh seiva viva que nutre esse chão
dá tua luz a tudo que vive e respira
leva a dor do coração.
Oh doce mãe estende teu manto
pra essa terra que tanto precisa de ti
transforma os corações dos homens
pra que o paraíso aconteça aqui.
Santa Maria.
mãe das estrelas, mãe do céu.
Alma doce da natureza
Oh seiva viva que nutre esse chão
dá tua luz a tudo que vive e respira
leva a dor do coração.
Oh doce mãe estende teu manto
pra essa terra que tanto precisa de ti
transforma os corações dos homens
pra que o paraíso aconteça aqui.
Santa Maria.
O Menino Jesus de Nazaré
nasceu para contradizer: Sim e Não. Afirmar e negar faz parte da vida. Vida e
Morte. Morte e Vida. Amor e traição. “Meros fragmentos”. Começo e “Recomeço”.
“A vida É RECOMEÇAR” revelada, com letras de ouro, nas emoções poéticas de
Gorete Duarte.
RECOMEÇO
Os seres que unem,
Os seres que partem,
Os serem que me partem ao partir:
A vida é movimento, pensamento,
Mero fragmento...
Desalento em pleno relento,
Viver é mais que isolamento,
Viver é agir...
Agir é arte,
Artesanato de fazer valer a pena cada vez que se enche o pulmão
de ar...
Não, não pode ser à toa, a vida não é apenas boa,
A vida é movimento lento,
é alento,
Talento de ser eterno caçador de momentos.
Os seres se unem,
Os seres desunem,
Os seres que me partem quando partem,
Ficam em mim:
A vida é guardar, mesmo quando não se quer...
Guardar o bem para recordar,
Guardar o mal para aprender... a melhorar.
Abandonar pesos, dizer adeus aos que partem,
A vida é partir:
Partir corações, compartilhar emoções,
Juntar os pedaços de si,
A vida é RECOMEÇAR.
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Por Gorete da Mata
Natal, tempo de falsidade, mentiras e muita hipocrisia. Tempo também, de consumismo exagerado e comprar a confiança dos outros com presentinhos, que fazem da data o momento máximo do endividamento e consumismo.
Bem, aproveitando data tão especial, só pra não fugir à tradição, aviso que já estou disponível a receber presentes. Podem me doar uma casa, um carro, um computador e um celular. São todos artigos de primeira necessidade para minha pessoa.
Mas como sou um ser muito humilde, podem começar pelo celular, será muitíssimo bem vindo porque o meu, coitado... dispensa comentários...
PS. Fico imaginando a decepção de Jesus ao ver que em seu aniversário, ELE é único de quem as pessoas não lembram...
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Por Francisco Antônio de Andrade Filho
Era madrugada, às 03 horas, deste dia 23 de novembro de 2012. Ressonava profundamente. Em paz comigo mesmo. Dormia bem. E sem pesadelo, sonhava.
No silêncio e na escuridão do quarto, eu via uma pequena réstia do Sol com a Lua que me iluminava à noite. O Astro-Rei com sua companheira Lua, sentia a "Natureza ou Deus" segundo o filósofo Espinoza, se aproximando de uma CORRENTE DE OURO, perdida nos corredores e salas da casa em mudança para um novo lar. Nesse ínterim, com a espada na mão direita, observei o Pequeno Príncipe - símbolo do Anjo da Guarda de Tânia Andrade -, a me indicar uma pequena corrente de ouro com duas figurinhas, neta e neto com o mesmo ouro. Dois pingentes, uma com a Fadinha Sofia; e um Principezinho Pedrinho.
Nesses momentos, bons sentimentos afloraram nos corações de seus avós paternos... É que, nos olhos da avó e do avô tremeluziam nos pequenos olhos dos dois brotos divinos. Nos Pinguinhos-de-Deus, cintilavam e brilhavam.
Acordei-me. Contente, a esposa Tânia Andrade deu-me aquele abraço. Emocionados, fomos ao Jardim, onde com aquele candieiro da Lua, vimos e sentimos a fragrância de suas flores. Aqui e ali, as rosas exalam perfumes. Do Jasmim - Mirim, com suas flores brancas e folhas verdes. Das hortências multicores e cheirosas, a expressarem a alegria de viver nos diversos instantes, quer acordado, quer dormindo e sonhando. Experiências existenciais e verídicas dos seres humanos. Neste Jardim do Éden, Adão e Eva, sonhando e amando, convidam outros vizinhos a curtirem a preciosa pérola de ouro.
Bem cedo e acordados, na Caixa do Correio, encontramos este Bilhete de Amizade: BOM DIA, TÂNIA. Jesus disse: "Buscai e achareis. Batei e abrir-se-vos-à..."
E Você, Tânia, você é você: Com seus bons sentimentos, encontrou sua corrente de ouro. E você mesma, atraiu seus objetos recheados de amor por você e seus netos.
Do seu companheiro de ontem e de hoje, torcendo sempre pela sua vida com saúde. Busque VIVER-ACHAR, de coração alegre, vivendo com você.
Aracaju/SE, 23/11/2012
Abraços. Adão e Eva.
Por Joarez Vrubel
"Com Prometeu os homens aprenderam a construir suas moradas, a regular suas vidas pelo ritmo dos céus; dele aprenderam as matemáticas, o alfabeto, a arte de domar os cavalos e de navegar os oceanos; de seus ensinamentos deduziram a medicina, as artes da predição e a extração dos metais preciosos escondidos nas entranhas da terra." (Paolo Rossi. Los Filósofos y las Máquinas.Barcelona,Ed.Labor, 1960, p.166)
Segundo os antigos gregos, Zeus e Prometeu fizeram os homens. Prometeu os modelou em barro e Zeus deu-lhes o sopro da vida. Eram seres primitivos e indefesos, vivendo dos animais e dos frutos que conseguiam caçar e coletar. Para Prometeu a obra da criação dos homens estava inacabada, era preciso ensinar-lhes o domínio do fogo e ajudá-los a progredir para que saíssem do estado primitivo. Zeus, ao contrário, preferia que eles continuassem assim, porque de outra forma receava que alguns viessem um dia a querer roubar-lhe o poder. Mas o sábio Prometeu amava a humanidade e sabia que com sua ajuda os homens poderiam progredir, saindo do estado primitivo. Era preciso ensinar-lhes o segredo de dominar o fogo - Zeus não concordava - então, Prometeu roubou um archote com o fogo divino e entregou aos homens. A partir do domínio do primeiro fogo terrestre os homens fizeram muito mais e Prometeu ensinou-lhes a tirar daí as maiores vantagens, sendo por isso punido.
No renascimento, o arquétipo grego de Prometeu perde seu caráter rebelde que se opõe a injustiça e ao domínio tirânico dos deuses e passa a ser símbolo da capacidade criativa que só o homem possui. Ernst Bloch (s.d.) atribuiu a Francis Bacon papel importante na recuperação de Prometeu:
“Bacon é o primeiro a falar de Prometeu como um rebelde técnico audacioso a ponto de se imiscuir nos assuntos do mestre; ou melhor, de refazer a obra do mestre com mais competência e genialidade, atividade que alimenta seu orgulho. Os homens formados por Prometeu são superiores às criações de Zeus. Bacon, portanto, utiliza-se para situar a técnica, da alegoria ou do arquétipo de Prometeu. ‘Prometeu’, escreve ele, ‘é o espírito inventivo dos homens, que funda o reino humano, que multiplica ao infinito a potência humana e a dirige contra os deuses’. Ninguém porá em dúvida a força e a consciência revolucionária dessa frase. Bacon se colocava como precursor, ainda que tateando, de empresas extremamente ousadas.”(p.126 seq.)Gramsci (1973), quando aborda esse tema escreve:
"Poder-se-ia fazer uma exposição da fortuna literária, artística e ideológica do mito de Prometeu, estudando sua presença em diversas épocas e verificando a que conjunto de sentimentos e idéias ele contribuiu, como expressão sintética, em cada uma dessas ocasiões (...) Prometeu aparece, não apenas sob o aspecto do Titã revoltado, mas especialmente, como homo faber [grifo nosso], consciente de si mesmo e do significado de sua obra" (p.177 seq.).
Na atualidade, Boff (1998) refere-se a Prometeu, com seguintes palavras:
"(...) é compreendido como o deus civilizador, a figura rebelde contra a estreiteza dos dogmas, ousada e criadora incansável de novos rumos, desfazendo quaisquer obstáculos. Diz-se que a cultura moderna é prometéica dada a força da tecnociência” (p.173).
David S. Landes (1979) professor de História da Universidade de Harward conclui seu livro “The Unbound Prometeus”, da seguinte forma:
“Dificilmente alguém poderá apoiar um prognóstico sério em símbolos e lendas. Há, entretanto, uma certa sabedoria nestes velhos contos que não tem sido desmentida pela experiência dos dois últimos séculos. A revolução industrial e o subseqüente casamento da ciência e da tecnologia são o clímax de milênios de avanço intelectual. Elas têm sido também uma enorme força, para o bem e para o mal, e tem havido momentos em que o mal tem pesado muito mais do que o bem. Ainda assim, a marcha do conhecimento e da técnica continua, e com ela um penoso esforço social e moral. Ninguém pode ter certeza que a humanidade venha a sobreviver desse penoso curso, especialmente numa época em que os conhecimentos do homem sobre a natureza ultrapassaram de muito o conhecimento de si mesmo. Contudo, podemos estar certos de que o homem tomará esse caminho e que não o abandonará, pois ainda que tenha seus temores, tem também uma esperança [grifo nosso] eterna. Esta, é preciso lembrar, foi o último presente contido na caixa de Pandora ”(p.555).Na jornada heróica, o roubo do fogo simboliza a apropriação da primeira ferramenta na solução criativa de problemas. No aprendizado do uso do fogo descobre-se o seu poder e sua força, inúmeras são as possibilidades, no entanto, ele não vem sem esforços, sem riscos e, como conseqüência, sem receios. O filósofo Bachelard (1972, p.28) dá o nome de Complexo de Prometeu a essa tendência humana de superar o existente.
Se a industrialização atingiu o auge nas décadas que se seguiram a segunda guerra mundial, a revolução pós-industrial pouco compreendida começou a despontar, transformando tudo em que toca. Nos últimos trinta ou quarenta anos, a evolução tecnológica, sobretudo da microeletrônica, das telecomunicações, da energia nuclear, da biotecnologia, da informação, da automatização e da exploração espacial, foi mais dramática do que em toda a história até então.
Segundo historiadores, o que se vive hoje pode ser apenas o começo de uma nova sociedade "prometéica". A questão é saber se a história se aproxima de seu fim, ou se está no limiar de um novo tempo. Caminha-se para a globalização e poderemos ser mais que habitantes de uma cidade ou país, poderemos compor uma civilização planetária. No entanto, o fogo roubado por Prometeu deverá ser pago e toda a evolução humana terá o trabalho como condição. Em outras palavras, a condenação ao trabalho sempre criará condições ampliadas de construção do caminho da libertação humana.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BACHELARD, Gaston. A psicanálise do fogo. Lisboa: Estudios Cor, 1972.
BLOCH, Ernst. La Philosophie de la Renaissance. Paris: Payot, sd.
BOFF, Leonardo. O despertar da águia. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.
GRAMSCI, Antônio. El materialismo Histórico y la Filosofia de Benedetto Croce. Buenos Aires: Nueva Visión, 1973.
LANDES, David S. The Unbound Prometheus. New York: Cambridge University Press, 1975.
- Um comentário • Category: arquétipos, civilização, fogo, globalização, indústria, liberdade, mitologia, Prometeu, sociedade, tecnologia, Zeus
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Irvin D. Yalom, Karl Marx e Rubem Alves [Destaques de Leitura]
by Francisco on quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Notas de Friedrich Nietzsche sobre o doutor Breuer de 6 de dezembro de 1882. Filosofia, integrada com a Psicanálise, é descoberta.
"Às vezes, é pior para um filósofo ser compreendido do que ser mal compreendido. Ele tenta me compreender bem demais; ele me adula na tentativa de obter orientações específicas. Ele quer descobrir meu rumo e usá-lo também como seu rumo. Ele ainda não compreende que existe um rumo meu e um rumo seu, mas que não existe 'o' o rumo. Ele não pede orientações diretamente, mas me adula e finge que sua adulação é outra coisa. Ele tenta me persuadir de que minha revelação é essencial que ao processo de nosso trabalho, de que o ajudará a falar, nos tornará mais 'humanos' juntos, como se chafurdar na lama juntos significasse ser humano! Tento ensinar-lhe que os amantes da verdade não temem águas tempestuosas ou turvas. O que tememos são águas rasas!" (Irvin D.Yalom, p.247).
Karl Marx, ao filosofar, discute que a noção de história, a sociedade se dá por meio de contradições, antagonismos e conflitos. E que ela não ´´e linear, não é espontânea, não é harmônica. É consequência das contradições, criadas dentro dela, e é fruto da ação dos próprios homens. Diz ele:
"Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado". (p. 1)
O que acontece, quando se “LER POUCO” Com os livros de arte
se degusta com arte.
"Jovem,
eu sonhava ter uma grande biblioteca. E fui assim, pela vida, comprando os
livros que podia. Tive de desenvolver métodos para controlar minha voracidade,
porque o dinheiro e o tempo eram ler de
novo. Com os livros de arte acontece diferente. Cada vez que os abrimos é um
encantamento novo! Creio que meu amor pelos livros de arte tem a ver com
experiências infantis [...]. Bem reza a Adélia Prado: 'Meus Deus me dá cinco
anos, me cura de ser grande [...] Essa coisa de 'amor universal aos livros'
fez-me lembrar um texto de Nietzsche sobre o filósofo Tales de Mileto, em que
ele recorda queA palavra grega que designa o sábio se prende, etmologicamente, a sapio, 'eu saboreio', sapiens, 'o degustador' syphos 'o homem de gosto mais apurado'; um apurado degustar e distinguir, um significativo discernimento, constitui, pois [...] a arte peculiar do filósofo. [...] A ciência sem essa seleção, sem esse refinamento do gosto, precipita-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço; enquanto o pensar filosófico está sempre no rastro das coisas dignas de serem sabidas..." ( Rubem Alves, p.96,97, 98, passim) .
Você é você para, no silêncio, escutar as falas de sua voz interior:
Fala 1 - “Deus é a razão de toda alegria no mundo. Cada vez que a beleza emerge, Deus se manifesta no mundo. É muito fácil encontrar Deus. Ele está no mais íntimo da alegria de existir, de respirar, de sentir” (Pierre Levy)
Fala 2 – “Saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade”(Georges Bernanos). “A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira” (Léon Tolstoi).
Fala 3 – “A gratidão de quem recebe um benefício é bem menor que o prazer daquele de quem o faz”. “A gratidão é a virtude das almas nobres” ( Machado de Assis).
Fala 4 - “Coragem é o que é preciso para ficar de pé e falar; coragem é também o que é preciso para sentar e ouvir. "( Sir Winston Churchill ) "Quem tem a coragem de rir é senhor do mundo, quase tanto como quem está preparado para morrer." ( Giacomo Leopardi )
Fala 5- “As feridas da alma são curadas com carinho, atenção e paz." (Machado de Assis) “O que mais nos agrada nos nossos amigos é a atenção que eles nos dedicam” (.Tristan Bernard) "Olhe o mundo com a coragem do cego, entenda as palavras com a atenção do surdo, fale Versucom a mão e com os olhos, como fazem os mudos!" (Cazuza)
DESTAQUE MAIS: Yalom, Ivrin D. Quando Nietzsche chorou. – Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.”
Marx, K. “O Dezoito Brumário de Luiz Bonaparte”. In: Marx. São Paulo, Abril Cultural, 1985, col. Os Pensadores.
Alves, Rubem. Educação dos sentidos e mais... 6ª ed.-Campinas, SP: Verus Editora, 2010.
Por Gorete da Mata
Descobri que estou andando em uma caminhada sem volta,
Rumo a um destino que não sei quando alcançarei.
E, nesta caminhada, a pé, sou apenas um andarilho
Com a pele queimada pelo sol, os pés cansados de pisar o chão...
Percebi que minha bagagem andava superlotada,
Com coisas que pouco usava, quando não, inúteis,
Mas que eu amava com toda a força do meu coração.
Decidi, então, não guardar nada que me pesasse na caminhada da vida...
Percebi que há coisas, seres que pesam e outros que tornam a caminha mais leve,
Tristemente, vi que as últimas são minoria,
Os primeiros, tão belos bibelôs de gesso, pesavam e não me serviam...
Foi com uma dor infinita que percebi suas insignificâncias,
Procurei um lugar no caminho e, lentamente, olhando bem,
Para nunca esquecer seus detalhes, eu os fui abandonando,
Depois, procurei não olhar para trás a fim de não perder o medo de abandoná-las...
Agora sinto a bagagem bem mais leve...
Inevitavelmente, volta e meia coloco a mão na bolsa,
Nos lugares que meus tão amados bibelôs ocupavam,
Como antes fazia para sentir a presença dos que se foram,
Encontro apenas um espaço frio e vazio e,
Involuntariamente, lágrimas de saudade de suas presenças banham-me a alma e o rosto cansado.
Às vezes, sinto vontade de voltar e tentar recuperá-los,
Pedir perdão pelo abandono, mas percebo que a vida é um caminho sem volta.
E se não o fosse, voltar andando, colocá-los de volta na mochila e suportar seus pesos
Tornariam minha caminhada impossível...
Faz pouco tempo que percebi que há muito estou nesta estrada,
Percebi com saudades e dor na alma pela ausência,
Que os bibelôs não me serviam, apenas pesavam e tornavam a caminhada mais penosa...
Notei que, imperceptivelmente, impulsionada pela dor do cansaço,
Optei pela dor da ausência e por uma caminhada talvez mais dolorosa e solitária,
Mas, certamente, menos pesada.
Porque ainda não conheci caminhos sem dores...
Paul Ricoeur – Segunda Armadilha em Ideologias Políticas
by Francisco on terça-feira, 16 de outubro de 2012
Por Francisco Antônio de Andrade Filho
Paul Ricoeur insiste ainda na sua interpretação sobre as armadilhas das ideologias Política. E escreve:
“... devemos evitar uma segunda, que consiste em definir, inicialmente, a ideologia por sua função de justificação, não somente dos interesses de uma classe, mas de uma classe dominante (...). Na literatura contemporânea sobre o assunto, nem mesmo se submete mais ao exame a ideia que se tornou natural de que a ideologia é uma representação falsa, cuja função é dissimular a pertença dos indivíduos, professada por um indivíduo ou por um grupo, e de que estes têm interesse em não reconhecer o fato...”
Com isso, o autor da interpretação e ideologias não nega a oposição entre ciência e ideologia. Não contesta a eficácia do materialismo histórico. Insiste em dizer que:
“Marx inaugura um recorte de um novo continente chamado de história (...). O que me parece muito mais fecundo, em Marx, é a ideia de que a transparência não se encontra atrás de nós, na origem, mas diante de nós, no término de um processo histórico talvez interminável. Desta forma, precisamos ter a coragem de concluir que a separação da ciência e da ideologia constitui, em si mesma, a ideia-limite, o limite de um trabalho interno de demarcação, e que não dispomos atualmente de uma noção – não ideológica da gênese da ideologia.
Paul Ricoeur nos adverte, entretanto, para duas dificuldades provenientes dessa “armadilha epistemológica” do marxismo depois de Marx. De uma “ciência combatente” que, depois de ter sido uma hipótese de trabalho extremamente fecunda, torna-se um dogma que nos impede de ver com um olhar novo as novas estratificações sociais das sociedades industriais avançadas ou as formações de classes, num sentido novo do termo, nas sociedades socialistas. O marxismo depois de Marx – esse marxismo dogmático-mecanicista -, nos impede, por exemplo, de verificar uma “abertura” maior entre marxista e cristãos.
Ricoeur critica energicamente os mensageiros dos marxistas:
“Mais grave é essa cegueira: a oficialização da doutrina pelo partido provoca outro fenômeno terrível de ideologização: assim como a religião é acusada de ter justificado o poder da classe dominante, da mesma forma o marxismo funciona como sistema de justificação do poder do partido enquanto vanguarda da classe operária, e do poder do grupo dirigente no interior do partido (...)
Pesquise Mais:
ANDRADE FILHO, Francisco Antônio de. Igreja e Ideologias na América Latina. São Paulo: Ed. Paulinas, 1982.
RICOEUR, Paul. Interpretação e Ideologias (organização, tradução e apresentação de Hilton Japiassu), Francisco Alves, Rio, 1977.





