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Os objetos da bagagem...

by Francisco on quinta-feira, 25 de outubro de 2012



Por Gorete da Mata

Descobri que estou andando em uma caminhada sem volta,
Rumo a um destino que não sei quando alcançarei.
E, nesta caminhada, a pé, sou apenas um andarilho
Com a pele queimada pelo sol, os pés cansados de pisar o chão...
Percebi que minha bagagem andava superlotada,
Com coisas que pouco usava, quando não, inúteis,
Mas que eu amava com toda a força do meu coração.

Decidi, então, não guardar nada que me pesasse na caminhada da vida...
Percebi que há coisas, seres que pesam e outros que tornam a caminha mais leve,
Tristemente, vi que as últimas são minoria,
Os primeiros, tão belos bibelôs de gesso, pesavam e não me serviam...

Foi com uma dor infinita que percebi suas insignificâncias,
Procurei um lugar no caminho e, lentamente, olhando bem,
Para nunca esquecer seus detalhes, eu os fui abandonando,
Depois, procurei não olhar para trás a fim de não perder o medo de abandoná-las...
Agora sinto a bagagem bem mais leve...

Inevitavelmente, volta e meia coloco a mão na bolsa,
Nos lugares que meus tão amados bibelôs ocupavam,
Como antes fazia para sentir a presença dos que se foram,
Encontro apenas um espaço frio e vazio e,
Involuntariamente, lágrimas de saudade de suas presenças banham-me a alma e o rosto cansado.

Às vezes, sinto vontade de voltar e tentar recuperá-los,
Pedir perdão pelo abandono, mas percebo que a vida é um caminho sem volta.
E se não o fosse, voltar andando, colocá-los de volta na mochila e suportar seus pesos
Tornariam minha caminhada impossível...

Faz pouco tempo que percebi que há muito estou nesta estrada,
Percebi com saudades e dor na alma pela ausência,
Que os bibelôs não me serviam, apenas pesavam e tornavam a caminhada mais penosa...
Notei que, imperceptivelmente, impulsionada pela dor do cansaço,
Optei pela dor da ausência e por uma caminhada talvez mais dolorosa e solitária,
Mas, certamente, menos pesada.

Porque ainda não conheci caminhos sem dores...

Tudo que tenho

by Francisco on quarta-feira, 26 de setembro de 2012



Por Gorete da Mata

Sou tudo aquilo que sinto,
e o que sinto, é tudo que tenho.
Alguém feita de sensações,
Pura abstração, pura emoção...

Vou de milionária à mendiga sem sair do lugar,
Sem mudar de roupa,
Sem, sequer, me mexer...
Pois minha riqueza não se acaba,
E minha sujeira, a água não lava.

O que mexe comigo vem de mim,
Sou eu quem sente, quem provoca.
Se decido amar, sou amor,
Se decido odiar, sou terror.

E agora, sou abandono,
Um barco à deriva,
Sem remo ou direção, vou aonde o vento me conduzir
Ao encontro de você, ou ao encontro de mim...


Imagem: John Morgan

Linguagem dos acrósticos - qualidades profissionais de Ana Cecília

by Francisco on sexta-feira, 8 de abril de 2011

por Tânia Andrade



Apresentação: Tânia Andrade demonstra-se hábil na sua ate de escrever acrósticos. Desta vez, em sua riqueza de sensibilidade, descobre as qualidades ético-profissionais de sua oftalmologista, Drª Ana Cecília. Numa linguagem fluente, a escritora revela a expressão do código de ética dessa médica – “zelar pelo bom nível ético e pela eficiência técnico-profissional do oftalmologista O ciberespaço do Recado da Pesquisa se transforma num ambiente, onde seus leitores se sentem bem com saúde ocular, tão bem expressa nessa “linguagem dos acrósticos” sobre as qualidades ético-profissionais daquela médica em sua arte clínica.

 

Atenciosa e segura atrai as pessoas, com entusiasmo
Navega nos olhos, que são espelhos da alma
Atenta e simpática é gentil com todos

Cheia de graça e vibração positiva
Expressa simpatia e charme
Conforto, beleza e música, contagiam seu consultório
Inteligente e criativa, distribui sorrisos
Lida com seres humanos, de modo delicado e afetuoso
Iluminada, espirituosa e eficiente
Alegre e tranquila, transmite paz e harmonia

 

Arte de Escrever Acrósticos - Minhas expressões de afetividade

by Francisco on quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

por Tânia Andrade



 



10 de fevereiro de 2011. Aniversário de Tânia Andrade. Além das palmas de parabéns, dançando e escutando a música clássica de Bedrich Smetana, descobre-se o segredo de registrar com letras de ouro, esta “Arte de escrever acrósticos – Minhas expressões de afetividade”. O ciberespaço do Recado da Pesquisa se transforma numa casa, onde habita a afetividade de uma mulher que pode construir a felicidade de seu esposo e de seus filhos. Eu testemunho o que ela escreve e vivencia estes sentimentos. Assino: Francisco Antônio de Andrade Filho.

 



O Todo

Feiticeiro do amor
Rezava a missa, meio santo, meio endiabrado
Atrevido pastor
Nem se importou com o seu ministrado
Conquistou a mocinha, com um simples olhado
Irresistível galanteador
Sábio, ousado
Conseguiu alar um coração pacato
Orando assim, cativa até o diabo.

As Três Partículas

Leve, solto, engraçado
Um dia, alegre; outro, zangado
Companheiro, amigo, brincalhão
Às vezes sorri, às vezes não
Sorrindo ou chorando, ele é o filho do meu coração.
(Para Lucas, 7 anos)

Tímido, sensível, cismado
Inteligente, simples, calado
Amável, por todos amado
Garoto meigo, sentido, bonzinho
O meu adorado filhinho.
(Para Tiago, 4 anos)

Meu pequenino, minha vida
Anjo do meu coração
Tens todo o direito e toda a razão
Exija dos teus, amor e atenção
Um choro que agita
Sorriso inocente, que gratifica.
(Para Mateus, 3 meses)

[04/09/1981]


Sou um Pingo de Deus, perfeita e sábia
Onde quer que eu vá, levo alegria e paz
Faço o meu melhor para viver bem
Ilumino os caminhos por onde passo
Atraio para mim, as boas Energias do UNIVERSO
(Para Sofia, 10 meses. Aracaju/SE, 08 de junho de 2010)


Perfeito eu sou
Especial presente da Natureza
Divino e humano
Raçudo e radiante
Oásis em pleno deserto

Luz que reluz em tudo e em todos
Único na minha essência
Iluminado e iluminando os meus caminhos
Zelo pela minha felicidade
(Para Pedro Luiz, 4 meses. Aracaju/SE, 20 de janeiro de 2011)