por Francisco Antônio de Andrade Filho
Escute-se. Conheça-se. Corra!
“Olhe para a pessoa que lhe causa aborrecimento e tire proveito da oportunidade para controlar a própria ira e desenvolver a compaixão. Entretanto, se o aborrecimento for muito grande ou se você achar a pessoa tão desagradável que seja impossível agüentá-la, talvez seja melhor sair correndo” (Dalai-Lama).
As coisas da vida são irreversíveis. Serão assim com você? Medite.
“Toda vez é uma primeira vez. O amado nunca parece um velho conhecido – ainda que seja. A sensação jamais é como as anteriores – mesmo que tenhamos amado muitas vezes [...] Por isso mesmo não há fase da vida para amar mais ou menos, com maior, ou menor intensidade ou verdade. Sempre reservamos, para um amor, para aquele amor, quando ele chega, um trecho de canção nunca ouvida, um pedaço de praia ainda por conhecer”. (Lya Luft).
Vibre com seus sentimentos, assim, se quiser seguir Rubem Alves:
“Afirmar que a vida tem sentido é propor a fantástica hipótese de que o universo vibra com nossos sentimentos, sofre a dor dos torturados, chora a lágrima dos abandonados, sorri com as crianças que brincam. Tudo está ligado. Convicção de que, por detrás das coisas visíveis, há um rosto invisível que sorri, presença amiga, braços que abraçam, como na famosa tela de Salvador Dali. E é essa crença que explica os sacrifícios que se oferecem nos altares e as preces que se balbuciam na solidão”.
A arte de ler, ouvir e escutar, segundo Rhonda Byrne:
“É através da arte de escutar que seu espírito enche de fé e devoção e que você se torna capaz de cultivar a alegria interior e o equilíbrio da mente. A arte de escutar permite alcançar sabedoria, superando toda ignorância. Então, é vantajoso dedicar-se a ela, mesmo que isto lhe custe vida”.
Vibre com a Democracia conquistada por seu poder interior e de cidadania. Medite como Lao-Tsé:
A presença de um verdadeiro chefe de Estado é sentida pelo povo como ausência.
Os maiores são amados e louvados. Os medíocres são ignorados, os ambiciosos são desprezados.
Quando um soberano confia no seu povo, o povo confia nele.
Os chefes sábios são ponderados em suas palavras;
O que eles fazem é bom. Desempenham a sua tarefa –
Mas o povo tem a impressão de se guiar a si mesmo.
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Filosofia Política da Igreja no Brasil – Tese de Doutorado em Resumo
by Francisco on sábado, 21 de abril de 2012
por Francisco Antônio de Andrade Filho
Foi em 1994. Defendi minha Tese de Doutorado, titulada e aprovada: O Problema da Modernidade no Pensamento político da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (1952 - 1988). Foi no Departamento de Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP/SP, sob a orientação do Prof. Dr. José Luiz Sigrist. Esse, o objetivo da tese relacionada com tradição desta instituição eclesiástica.
Tomou-se o pensamento político como objeto de análise para investigar a reação moderna da Igreja – CNBB, entendida aqui, com maior ênfase, sociedade humana, visível em sua totalidade. De outro - no rastreamento de seus escritos-, não se menosprezou a outra face invisível, por ela sustentada divina.
Esta pesquisa se pautou por um referencial teórico que se inspira na vertente histórico-dialética de Georg Wilhelm Friedrich Hegel e, principalmente, de Karl Marx. Mesmo assim - não como verdades acabadas e incontestes -, mas para melhor compreender as leis de transformação do processo histórico; pesquisar e esclarecer os problemas, ainda hoje, não superados, fundamentais da sociedade capitalista, na qual a Igreja está inserida.
Tomando Marx como base, foi possível entender por modernidade o real movimento da vida social esse de ascensão e decadência da sociedade regida pelo capital. Embora de forma aberta, deixou-se claro que é um movimento contraditório, uma realidade que reúne, inseparavelmente, aspectos positivos e negativos. Porém, mais do que isto, é um movimento que encontra, em seu próprio interior, limites inseparáveis, movimento incapaz de conduzir a Humanidade à autêntica liberdade.
Na verdade, ventilou-se nesta tese ser o capital uma relação contraditória. Ao mesmo tempo foi configurando o projeto da modernidade regido pelo capital e hegemonizado pela burguesia – desta fazendo parte a Igreja como sociedade humana -, também ganhou corpo, matizado pelo mesmo capital, mas contra ele. Neste plano, tem à frente a classe trabalhadora, um projeto que propôs a construção de uma ordem societária regida pela perspectiva do trabalho. Dois projetos humanos que expressam uma nova postura do mundo, relação entre o homem e o real, do ser histórico produzido pela sociedade.
Nos dois projetos dispensou-se a hipótese da causa primeira. Deus foi substituído pelo homem. Uma era moderna da atividade humana, da consciência de sua capacidade de conhecer e transformar a natureza e a sociedade.
Para superar esses planos modernos, de emancipação humana, a CNBB, com dou trina social específica, elabora outro, humano-divino, cognominado, projeto-cristão. Aqui Deus se destacou centro de todas as coisas e ela própria centro do mundo. Projeto cristão, também pautado na dimensão do trabalho, mas de origem divina, mística e supersticiosa, dependen te das potências e interferências celestiais.
Dentro desse quadro, criou-se uma diversidade de possibilidades para, “via colonial”, nesta tese, se abordar o entendimento do discurso político da Igreja, enraizada no mundo material e no mundo espiritual da sociedade humana.
Envolvida com essa mesma modernidade – nela exercendo sua tarefa-, a CNBB utilizou-se, de modo ambíguo, as expressões do tempo e a ela se opôs, para se auto-reproduzir em suas relações com outros homens. Condicionada, assim, ao movimento histórico, a Igreja é permeada, inevitavelmente, pelas contradições e conflitos por conta mesmo da formação social em que está inserida.
A tese foi desenvolvida em quatro partes, delineadas em onze capítulos. Atêm-se especialmente ao nível da análise imanente, a insistência maior percorrida em todos os momentos da tese: ser a ação política da CNBB uma relação dialética porque- numa certa perspectiva -, se deu num movimento real de conflitos e contradições.
De outro, é uma relação efetivada sem deixar de evocar a tradição de sua infinitude, sem esvaziar-se de sua invisibilidade. De Deus. Assim, de acordo com novos acontecimentos da História, a CNBB não conseguiu falar da modernidade – do capitalismo e do socialismo-, sem o transcendente, sem a tradição. Ela não ultrapassou a modernidade.
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por Francisco Antônio de Andrade Filho
Ricardo Batista Amaral é jornalista. Neste livro, ele conta a trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta da República do Brasil. O autor escreve este livro: “A Vida Quer É Coragem. A Trajetória de Dilma Rousseff - A Primeira Presidenta do Brasil”.
De outro, a equipe deste site objetiva divulgar esta excelente obra e oferece aos seus visitantes alguns destaques especiais.
Nas primeiras páginas da referida obra, percebemos que “Coragem” é uma virtude que sustenta a vida.
- A vida não é fácil. Nunca foi (p.12).
Vítima das torturas na Ditadura Militar, Dilma descobriu que não é fácil viver.
Quem passou pela violência do pau de arara, pelas máquinas de choques elétricos, pela agonia incerta de resistir à tortura sabe que a vida não é fácil. Nunca foi. Mas havia outra dimensão na notícia que ela compartilhava com a pequena família: a dimensão da política. Por mais seguro e otimista que fosse o prognóstico dos médicos, câncer era uma palavra maldita quando pronunciada em público, especialmente se relacionada a um candidato presidencial (p.17).
O Presidente Lula é sábio nas palavras.
- Tranquila, Dilminha, tranqüila. Você é forte, vai conseguir (p.18).
Mulher Valente e Corajosa na Comissão de Infra-estrutura do Senado. Sábia, Dilma enfrenta o confronto (179-181, passim):
O senador José Agripino Maia, de longeva oligarquia nordestina, político da antiga Arena e líder do DEM, tomou a palavra logo no início da sessão. Ele tinha preparado sua pergunta numa reunião com senadores de seu partido. Sua idéia era carimbar a pré-candidata de Lula como pessoa mentirosa, por ter dado versões diferentes sobre o dossiê. O gancho, uma entrevista em que Dilma falava sobre a tortura no DOI-Codi. Seguro de si, Agripino começou citando a entrevista:
- Vossa Excelência respondeu: “A prisão é uma coisa onde nos encontramos com nossos limites. É isso que, às vezes, é muito duro. Nos depoimentos a gente feito doido. Mentia muito, mas muito mesmo.”
Sem fazer caso de que ele, sua família e seus aliados tinham apoiado a ditadura que prendeu Dilma Rousseff, o senador avançou sobre terreno pantanoso:
- O que é que me preocupa, ministra? O dossiê, na minha opinião e na de muitos brasileiros, é a volta do regime de exceção. É o uso do Estado para encostar pessoas no canto da parede.
A Pergunta era surpreendente, mas Dilma estava segura. Tinha ouvido um conselho de Olga Curado, a mesma que ajudou Lula nos debates: “Busque a verdade dentro de você, dentro da sua história.” A história e a verdade da ministra brotaram do fundo da memória e de dentro da alma de Dilma Rousseff na sala da CPI:
- Tem uma consideração que eu vou fazer antes, porque acho que ela é importante para a democracia no Brasil – ela começou a responder num tom firme, olhando para o senador. – O que acontece ao longo dos anos 70 não é uma ditadura policialesca simplesmente, é a impossibilidade de se dizer a verdade em qualquer circunstância. Não se dialoga, não é possível supor que se dialogue com o pau de arara, com o choque elétrico, com a morte. Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia – ela estocou, antes de prosseguir, já com a voz embargada.
Daí em diante, cada frase era um degrau acima da escala da emoção:
- Eu tinha 19 anos. Eu fiquei três anos na cadeia. Eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar dizer a verdade para seus interrogadores compromete a vida de seus iguais, entrega pessoas para serem mortas.
“Eu me orgulho muito de ter mentido, senador, porque mentir na tortura não é fácil. Na democracia se fala a verdade. Diante da tortura, quem tem coragem e dignidade fala mentira. E isso, senador, faz parte, integra a minha biografia, de que eu tenho muito orgulho..
“Todos nós somos muito frágeis, nós somos humanos, nós temos dor. E a sedução, a tentação de falar o que ocorreu e dizer a verdade é muito grande. O senhor não imagina quanto é insuportável. Então, eu me orgulho de ter mentido, eu me orgulho imensamente de ter mentido, porque eu salvei companheiros da mesma tortura e da morte.
“Este diálogo aqui é o diálogo democrático, a oposição pode me fazer perguntas e eu vou responder. Nós estamos em igualdade de condições humanas e materiais. Nós não estamos num diálogo entre meu pescoço e a forca, senador.
“Eu acredito, senador, que nós estamos em momentos diversos de nossas vidas em 70. Eu tinha entre 19 e 21 anos, e de fato, combati a ditadura militar. E disso eu tenho imenso orgulho”.
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Crítica de Marx – Consciência Invertida da Ideologia Alemã
by Francisco on sábado, 3 de março de 2012
por Francisco Antônio de Andrade Filho
A inversão da consciência dos ideólogos alemães é para Marx a expressão teórica de uma inversão real, própria da sociedade mercantil capitalista: nela o processo de produção e reprodução da vida material é independente das necessidades dos homens. Produtos da mão do homem se convertem em coisas autônomas, em objetos valiosos, que parecem situar-se numa dinâmica própria, separada da atividade humana.
Nesta linha, pode-se afirmar que se trata do “fetichismo” do mundo das mercadorias, pelas quais os produtos do pensamento do homem são coisificados como forças autônomas que parecem dirigir a história. Todos os bens que circulam no mercado capitalista deixam de ser objetivos intuitivamente concretos para se cristalizar como mercadorias. Sua forma de valor não é percebida como expressão de relações sociais senão como propriedade das coisas mesmas, cujas leis aparecem como potências cegas, atrás das quais se ocultam, na verdade, relações sociais de poder.
Esse filósofo alemão insiste que “os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes...”, mostrando em sua obra que o problema da ideologia não pode ser separado da questão política da dominação. Ele nos diz que existem ideologias dominantes e dominadas. Que a ideologia dominante não se destina somente à classe dominante, mas ainda às classes dominadas, e, nesse sentido, parece razoável asseverar que ela é só digna desse epíteto, na medida em que ou enquanto ela é capaz de sufocar, reprimir ou, ao menos, controlar, a ideologia destas últimas.
Essa introdução à crítica das ideologias em Marx parece nos conduzir à crítica da religião e à crítica da consciência burguesa como dois exemplos nesta linha de análise. Numa próxima publicação neste espaço, provocaremos um forte diálogo sobre a temática.
Faça seus comentários sobre esta explicação de Kurt Lenk sobre a crítica de Marx à ideologia religiosa nesses termos:
“A idéia central da crítica a Feurbach à religião, a saber, que a afirmação de um Deus onipotente implica a negação da essência humana, negação que só pode ser cancelada anulando esse “alheamento” do ser humano genérico, vale também para a teoria da alienação de Marx. Entretanto, aqui, aquela essência misteriosa já não mais é um sujeito divino, mas o capital morto, que na economia de troca capitalista, prevalece sobre o trabalho vivo. Na medida em que os produtos da atividade humana se tornam cada vez mais complexos e diferenciados, as forças e capacidades do trabalhador tendem a perder seu vigor. Quanto mais este produz, menos pertence a si mesmo. Sua dependência cresce junto com a multiplicação do capital, posto que cada produto novo atesta o predomínio do trabalho objetivado...”.
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Por uma Nova Celebração do Ano 2012: Segredos de convivência entre oshumanos
by Francisco on sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
por Francisco Antônio de Andrade Filho
Com seu livre arbítrio, você encontrará, aqui, alguns instantes de se viver bem. Bem-Vindo à arte de ler, falar, ouvir e escutar os segredos da convivência entre os humanos. De modo especial, a equipe do Recado de Pesquisa deseja para você um Feliz Ano Novo 2012
Você já percebeu que as organizações religiosas seguem regras – somente preceitos de um livro sagrado e ideologias deformadoras de seus dogmas e bulas institucionais? -, enquanto isso, a espiritualidade é divina, sem regras, busca o sagrado em todos os livros, inclusive nas escritas antigas. Celebre seu Ano Novo, com novos caminhos de vida (Francisco Andrade).
“A arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância. Se você é capaz de manter sua mente constantemente rica através da arte de escutar, não tem o que temer. Este tipo de riqueza jamais lhe será tomado. Essa é a maior das riquezas” (Dalai-Lama).
Escute Rubem Alves, teólogo e filósofo, na arte de orar:
“Muitas orações são produtos da insensatez das pessoas. Acham que o universo seria melhor se Deus ouvisse os seus conselhos. Pedem que Deus lhes dê pássaros engaiolados, muitos pássaros. Nisso protestantes e católicos são iguais. Tagarelam. E não se dão trabalho de ouvir. Não sabem que a oração é só um gemido. “Suspiro da criatura oprimida”: haverá definição mais bonita? São palavras de Marx. Suspiro: gemido sem palavras que espera ouvir a música divina, a música que, se ouvida, nos traria alegria”.
Feliz Ano Novo 2012! Escute também a voz da espiritualidade bíblica, em Isaias (Isaias, 58.8) E medite.
"Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda”.
Leia e escute o bilhete bíblico do profeta Amós. Pare e pense nisso:
“Eu detesto e rejeito as vossas festas, e não gosto de vossas reuniões festivas. Será questão de Me oferecerdes holocaustos? As vossas oblações não têm a minha aceitação, e vossos sacrifícios de bezerros gordos não atraem a minha atenção. Afasta longe de Mim o barulho de teus cânticos e que Eu não ouça o som de tuas harpas! Mas que o direito corra como as águas, e a justiça, como o rio que nunca seca”
Fonte: Bíblia. Edições Loyola, São Paulo, 1993. Amós 5, 21 – 24; 4,7; 5, 14 – 15; 3, 3- 5.
Neste Ano 2012, compartilhe comigo hinos de louvores a Deus ou Natureza, assim:
A Natureza é minha melhor amiga. Ela ou Deus é revelação do segredo de nascer e viver. Celebração da beleza e da alegria. Cada um dos humanos sente na pele que “água é vida”. A Natureza sopra ar para seus pulmões, oxigena seus cérebros, massageia suas colunas e navega por todo nosso corpo-mente. Inspira e expira. E o sopro divino, diurnamente, entra e sai do meu e do seu corpo É a sabedoria divina do oxigênio na Terra. Respira. Vive. E Deus é vida (Francisco Andrade).
Você finge ser o que é? Neste Novo Ano 2012, sincronize sua vida com Sérgio Britto.
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=L3eiOMQVUqs?rel=0]
Epitáfio
Sérgio Britto/Titãs
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr.
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por Francisco Antônio de Andrade Filho
Dedico estes instantes de meditação, de modo especial, a minha esposa, aos filhos, noras e netos. Igualmente, ofereço aos amigos e amigas do GEAP/Aeróbica/Aracaju/SE; e a todos os internautas visitantes do meu sítio.
Eu estou aqui e agora. Tempo de rituais natalinos. Falo de Deus, falo de mim mesmo. A sabedoria antiga já anunciava. No princípio era Deus e se tornou carne. Verbo, brotado do casal José e Maria. De Severina e Raimundo. De tantos outros seres do Universo, nascidos do Eros Divino. E você? O Recado da Pesquisa indica novas trilhas na celebração de Natal 2011. Se você quiser, juntos descobriremos caminhos possíveis que nos conduzem até a presença da vida divina em mim e, quem sabe, em você. Bem-vindo a esta nova celebração de um Feliz Natal 2011.
Trilha um -“Meditação: reduz a ansiedade, torna a respiração equilibrada e profunda e melhora a oxigenação. e a freqüência cardíaca. Escolha um ambiente tranqüilo, sem distrações, e sente-se com postura ereta, fechando os olhos. Expire todo ar pela boca, livrando-se de qualquer preocupação, e inspire, fazendo com que sua barriga cresça. Expire o ar suavemente, procurando deixar a mente livre de qualquer pensamento. Concentre-se apenas na respiração.
Nesse momento o corpo e a mente entram em sintonia em um estado de profundo relaxamento. Quando sentir-se preparada, abra os olhos; e lembre-se daquele lugar de paz e calmaria que reside dentro de cada um de nós” (Flávia Figueiredo).
Trilha dois - “Boa noite de sono: durante o sono nosso corpo produz melatonina, o hormônio que prepara e induz ao sono. Para uma boa produção de melatonina, durma sempre em ambientes escuros. Antes do repouso evite alimentos estimulantes, como café, chocolate e álcool, que inibem a produção do hormônio. Para alívio da tensão, prefira chás de camomila, melissa ou maracujá”(idem).
Trilha três – Com Rubem Alves, descubra O infinito na palma de sua mão. Se você quiser, siga os caminhos possíveis, indicados pelo autor com a beleza dos poemas. Deus é uma criança.
[...] O Natal, antes de ter acontecido em Belém, se formou no coração de Deus. O Natal nasceu da tristeza de Deus. Ele olhou para os homens e os viu tão perdidos, tão loucos, tão fora do caminho: “Andavam desgarrados como ovelhas, sem saber que caminho tomar” (Is 53,6).
[...] Mais que festa, o Natal é ritual. Os rituais são repetições de um passado perdido, para o qual gostaríamos de voltar. Eles nos reconduzem às fontes donde brotam as águas da vida.
[...] Para isso aconteceu o Natal. Já que os homens não percebiam com os olhos da alma, quem sabe perceberiam com os olhos do corpo? Deus, então, se deu aos olhos dos adultos. E o que eles viram foi o assombroso, o espantoso, o jamais pensado, o insólito, o escandaloso. Deus é uma criança.
[...] Para quem quer um Deus assim, o Natal é uma decepção. O nenezinho não é gênio poderoso de garrafa. É uma criancinha fraca e sem defesa. José e Maria até tiveram de fugir para o Egito, para escapar de um adulto sanguinário que queria matá-la. Se ele fosse gênio de garrafa, com um simples piscar de olhos transformaria Herodes num gafanhoto.
[...] Aí eu entendi: Natal não é festa para crianças. Elas já sabem que Deus é criança. É festa delas para os adultos. São os adultos que estão perdidos. Por isso eu sugiro que no Natal as crianças façam coisa que nunca fizeram: que elas dêem brinquedos como presentes para os seus pais, mesmo que sejam brinquedos velhos. Ai - quem sabe -, o milagr
e acontece. Os adultos viram crianças de novo; e os filhos ganham então o melhor de todos os presentes, companheiros de brinquedos”
Deus Menino é a expressão da arte de viver como criança igual a todas as outras.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo. No céu tinha que estar sempre sério. [...] A mim ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar a para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente tem na mão. E olha devagar para elas (Alberto Caeiro).
Escute as sábias palavras da escrita antiga. Elas nos animam:
“O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate” (Provérbios de Salomão, cap. 15, verso 13).
........
“O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos”. (Prov. 14.30)
Neste Natal, homenageie a mãe de Jesus com Paula Fernandes em "Ave-maria Natureza".
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=klEHP24pXv8?rel=0]
Ave Maria
mãe das estrelas, mãe do céu.
Alma doce da natureza
Oh seiva viva que nutre esse chão
dá tua luz a tudo que vive e respira
leva a dor do coração.
Oh doce mãe estende teu manto
pra essa terra que tanto precisa de ti
transforma os corações dos homens
pra que o paraíso aconteça aqui.
Santa Maria.
Fonte da imagem
por Francisco Antônio de Andrade Filho
Mais um convite ao diálogo de estudos e pesquisas em Filosofia integrada com a Teologia. Aqui, em negrito, provoco o debate com meus amigos internautas. Estaríamos no Ágora da liberdade de pensar assim? De falso moralismo ou de verdades de Filosofia e Teologia políticas?
Até onde vai o desrespeito ao Homem e à Natureza, criados à imagem e semelhança de Deus? Leonardo Boff abre o diálogo filosófico-teológico, nestes termos:
“Sabemos que uma sociedade só se constrói e dá um salto para relações minimamente humanas quando instaura o respeito de uns para com os outros. O respeito, como o mostrou bem Winnicott, nasce no seio da família, especialmente da figura do pai, responsável pela passagem do mundo do eu para o mundo dos outros que emergem como o primeiro limite a ser respeitado. Um dos critérios de uma cultura é o grau de respeito e de auto-limitação que seus membros se impõem e observam. Surge, então, a justa medida, sinônimo de justiça. Rompidos os limites, vigora o desrespeito e a imposição sobre os demais. Respeito supõe reconhecer o outro como outro e seu valor intrínseco seja pessoas ou qualquer outro ser (Leonardo Boff).
Citando o médico e teólogo, Albert Schweitzer (1875-1965), Boff confirma:
"O que precisamos não é enviar para lá missionários que queiram converter os africanos, mas pessoas que se disponham a fazer para os pobres o que deve ser feito, caso o Sermão da Montanha e as palavras de Jesus possuam algum sentido. O que importa mesmo é, tornar-se um simples ser humano que, no espírito de Jesus, faz alguma coisa, por pequena que seja”.
No meio de seus afazeres de médico, encontrou tempo para escrever. Seu principal livro é: "Respeito diante da vida”, que ele colocou como o eixo articulador de toda ética. "O bem”, diz ele, "consiste em respeitar, conservar e elevar a vida até o seu máximo valor; o mal, em desrespeitar, destruir e impedir a vida de se desenvolver”. E conclui: "quando o ser humano aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante; a grande tragédia da vida é o que morre dentro do homem enquanto ele vive” (Boff).
E existem outros caminhos de se crer em Deus? Crimes políticos e econômicos de religiões organizadas são práticas de Jesus há dois mil e dez anos e de outros poderes sacros nos dias de hoje? Assim, quando é quando é possível buscar Deus sem religião?
“A raça humana experimentou uma longa história de matança por causa dos interesses políticos e econômicos de religiões organizadas. O uso de Deus para santificar conflitos sobre a terra e a soberania, que começaram em tempos bíblicos, continuou com a conquista da Arábia por Maomé, a invasão de Genghis Klan da Magnólia, as Cruzadas, a Inquisição, as guerras Francesas de Religião e a fixação da América colonial. Desde então, os monarcas, os generais e os papas, perdoaram a brutalidade por meio de decreto divino, se servisse aos seus interesses. Também, líderes religiosos rezaram pela vitória militar e raramente defenderam a nocividade social da guerra interrogativa, enquanto casas de adoração, antecipando recompensas financeiras do conflito armado, falaram repetidamente em promover benevolência e paz na Terra. Orientada por ambições políticas e econômicas, as religiões organizadas continuam subvertendo os princípios éticos e defendendo a violência em nome de Deus-uma contradição óbvia” (Sankara Saranam).





