por Tânia Andrade
Jovem, bonita e talentosa
Olhos vivos e brilhantes
Sabe amar incondicionalmente
É uma pessoa amorosa
Linda de corpo e alma
Iluminada e simples
Alegre, animada e feliz
por Francisco Antônio de Andrade Filho
Em homenagem a Tânia Maria Gomes de Andrade, mãe de três filhos, amores de sua vida, prestigiam o Dia das Mães com bilhetes de amizade para sua genitora. Reconhecem nela a arte de escutar. Com corações alegres, cantam a riqueza de suas emoções durante todos os dias de sua vida. Sentiram-se bem ouvir e seguir suas sábias condutas nas trilhas da vida. Nelas, mãe e seus três filhos sempre se encontraram. Parabéns, Tânia. Você merece.
Menina do olhar enigmático, jovem decidida, esposa nota 1000, espírito vivo, delicado e firme. Essa é a minha mãe, tão dedicada a seus filhos, meu exemplo de gente!
Um beijo bem grande! Todo dia é seu dia!
Saudades!
Lucas Gomes de Andrade
Sabemos que o pensamento-sentimento não limita-se dentro da cabeça, não se restringe às percepções do momento de interação física entre as pessoas... vão além das fronteiras... por isto vivem juntos, mãe e filho, eternamente, quando o cuidado é compartilhado! Um beijo carinhoso de Pedrinho e família!!
Tiago Gomes de Andrade
Minha mãe
Flor amiga, peste querida,
Criatura diferente, de alma reluzente,
Sorria e mostre do que é capaz.
Mateus Gomes de Andrade
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por Francisco Antônio de Andrade Filho
Próximo 13 de maio de 2012, dia das mães. Elas merecem uma homenagem especial, cada qual a seu modo. Visitei a loja virtual Ladoludens. Alegres, crianças e adolescentes olhavam e compravam brinquedos para suas mães e avós. Filhos, filhas e netos dialogavam com os adultos para brincarem com elas neste lindo dia. Ouvi os clientes elogiarem o casal empresário, designers Mateus e Alessandra, artistas de fazer brinquedos aqui expostos.
Olhei para o Abano Orelha. Ao seu lado, vi este bilhete:
“Albano é um bichinho simpático que vive nas copas das árvores e se esconde em meio à vegetação seca. Apesar de acostumado ao clima árido, se adapta bem em qualquer ambiente. Suas 'orelhinhas' lhe permitem ouvir o menor ruído e conferem maior autonomia de vôo quando pula de galho em galho. Ele é meio arisco com desconhecidos, mas muito carinhoso com quem aprende a confiar. Adora comer frutinhas silvestres, especialmente quando oferecidas na mão de pessoas amigas da natureza e que cuidam dele.”
Enquanto alegre com Abano Orelha, observei a felicidade de crianças, adolescentes, homens e mulheres de todas as idades com o mesmo boneco e outros brinquedos: Moniere, Bartozito, Lila Pupila, Bartolomeo. Em homenagem às suas mães, esses brinquedos eram acompanhados com bilhetes de amor, a exemplo destes:
Querida Mãe: “Cuidar de si não significa de modo algum perseguir uma certa aparência física ou moral, correr atrás de dinheiro, posses, poder, títulos, prestígio, reconhecimento, amor, etc. Significa que temos de desenvolver nossa capacidade de sentir nossas próprias emoções e as dos outros, pensar de modo justo e perceber a beleza do mundo”. (Rhonda Byrne)
Estimada Mãe: Eu quero seguir os sinais da Natureza. “Aprenda a dobrar-se com o vento, conservando a coragem e a força para não se quebrar. Mas preserve sua dignidade e aprenda a ajudar aqueles que não são tão fortes quanto você”. (Václav Havel).
Mãe: “A arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância. Se você é capaz de manter sua mente constantemente rica através da arte de escutar, não tem o que temer. Este tipo de riqueza jamais lhe será tomado. Essa é a maior das riquezas”. (Dalai-Lama)
Mãe, receba este bilhete de amizade: “A vida é como jogar uma bola na parede. Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde; se for jogada uma bola azul, ela voltará azul; se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca; se a bola for jogada com força, ela voltará com força: Por isso, nunca jogue uma bola na vida, de forma que não esteja pronto para recebê-la. A vida não dá, nem empresta; não se comove, nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos”. (Albert Einstein)
“A meditação nada tem a ver com tempo e espaço. Ela tem algo a ver com você, com seu espaço interior. Assim, sempre que você estiver livre da rotina diária, relaxe e permita que ela aconteça. Ela pode acontecer em qualquer lugar e em qualquer tempo, porque ela não é temporal nem espacial”. (Osho)
“A meditação: não o ‘misticismo’, nem experiências extraordinárias, apenas um exercício de atenção, muito simples, gratuito, acessível a todos. Somente uma coisa: a atenção se dirige para o interior”. (Pierre Levy)
“É através da arte de escutar que seu espírito enche de fé e devoção e que você se torna capaz de cultivar a alegria interior e o equilíbrio da mente. A arte de escutar permite alcançar sabedoria, superando toda ignorância. Então, é vantajoso dedicar-se a ela, mesmo que isto lhe custe vida.” (Dalai Lama)
“Afirmar que a vida tem sentido é propor a fantástica hipótese de que o universo vibra com nossos sentimentos, sofre a dor dos torturados, chora a lágrima dos abandonados, sorri com as crianças que brincam. Tudo está ligado. Convicção de que, por detrás das coisas visíveis, há um rosto invisível que sorri, presença amiga, braços que abraçam, como na famosa tela de Salvador Dali. E é essa crença que explica os sacrifícios que se oferecem nos altares e as preces que se balbuciam na solidão”. (Rubem Alves)
Cante a riqueza de suas emoções durante toda sua existência.
“Neste exato momento, você pode começar a se sentir saudável, a se sentir próspero, a sentir o amor que o cerca, mesmo que ele não esteja lá. E então o universo corresponderá à natureza desse sentimento no seu âmago e se manifestará, porque é assim que você se sente”. (Michael Bernard Beckwith)
“Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda”. (Isaías 58.8)
“Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o sustenta com a sua mão” (Salmos 37.24)
“O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate”. (Provérbios de Salomão, cap. 15, verso 13)
“O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos”. (Prov. 14:30)
“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios”. (Salmos 103.2)
Vibre com as belezas de seus sentimentos.
“Descendo ao fundo do poço é que a gente recupera os tesouros da vida. É onde se tropeça que se acha o seu tesouro. A mesma caverna em que a gente tem medo de entrar acaba sendo a fonte do que estava procurando” (Joseph Campbell)
“Fique onde você puder ficar. Dê o melhor de si na atividade à mão, e a oportunidade começará a procurá-lo. Chama-se ‘uma coisa leva a outra’” (Andrew Matthews).
“Sempre acontece aquilo em que a gente acredita; e a crença numa coisa faz com que ela aconteça” (Frank Lloyd Wright).
“A vida é engraçada. Se você se recusa a aceitar o que não seja o melhor, com certeza obterá o melhor” (W. Somerset Maugham).
“A origem do sofrimento é o desejo” (Buda).
“Mostre-me uma pessoa feliz e ingrata” (Kig Ziglar).
“Não ande por aí dizendo que o mundo lhe deve uma existência. O mundo não lhe deve nada. Chegou aqui primeiro” (Mark Twain).
“Só há dignidade no trabalho quando ele é livremente aceito” (Albert Camus).
“O trabalho é o amor tornado visível” (Khalil Gibran).
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por Francisco Antônio de Andrade Filho
Escute-se. Conheça-se. Corra!
“Olhe para a pessoa que lhe causa aborrecimento e tire proveito da oportunidade para controlar a própria ira e desenvolver a compaixão. Entretanto, se o aborrecimento for muito grande ou se você achar a pessoa tão desagradável que seja impossível agüentá-la, talvez seja melhor sair correndo” (Dalai-Lama).
As coisas da vida são irreversíveis. Serão assim com você? Medite.
“Toda vez é uma primeira vez. O amado nunca parece um velho conhecido – ainda que seja. A sensação jamais é como as anteriores – mesmo que tenhamos amado muitas vezes [...] Por isso mesmo não há fase da vida para amar mais ou menos, com maior, ou menor intensidade ou verdade. Sempre reservamos, para um amor, para aquele amor, quando ele chega, um trecho de canção nunca ouvida, um pedaço de praia ainda por conhecer”. (Lya Luft).
Vibre com seus sentimentos, assim, se quiser seguir Rubem Alves:
“Afirmar que a vida tem sentido é propor a fantástica hipótese de que o universo vibra com nossos sentimentos, sofre a dor dos torturados, chora a lágrima dos abandonados, sorri com as crianças que brincam. Tudo está ligado. Convicção de que, por detrás das coisas visíveis, há um rosto invisível que sorri, presença amiga, braços que abraçam, como na famosa tela de Salvador Dali. E é essa crença que explica os sacrifícios que se oferecem nos altares e as preces que se balbuciam na solidão”.
A arte de ler, ouvir e escutar, segundo Rhonda Byrne:
“É através da arte de escutar que seu espírito enche de fé e devoção e que você se torna capaz de cultivar a alegria interior e o equilíbrio da mente. A arte de escutar permite alcançar sabedoria, superando toda ignorância. Então, é vantajoso dedicar-se a ela, mesmo que isto lhe custe vida”.
Vibre com a Democracia conquistada por seu poder interior e de cidadania. Medite como Lao-Tsé:
A presença de um verdadeiro chefe de Estado é sentida pelo povo como ausência.
Os maiores são amados e louvados. Os medíocres são ignorados, os ambiciosos são desprezados.
Quando um soberano confia no seu povo, o povo confia nele.
Os chefes sábios são ponderados em suas palavras;
O que eles fazem é bom. Desempenham a sua tarefa –
Mas o povo tem a impressão de se guiar a si mesmo.
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Filosofia Política da Igreja no Brasil – Tese de Doutorado em Resumo
by Francisco on sábado, 21 de abril de 2012
por Francisco Antônio de Andrade Filho
Foi em 1994. Defendi minha Tese de Doutorado, titulada e aprovada: O Problema da Modernidade no Pensamento político da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (1952 - 1988). Foi no Departamento de Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP/SP, sob a orientação do Prof. Dr. José Luiz Sigrist. Esse, o objetivo da tese relacionada com tradição desta instituição eclesiástica.
Tomou-se o pensamento político como objeto de análise para investigar a reação moderna da Igreja – CNBB, entendida aqui, com maior ênfase, sociedade humana, visível em sua totalidade. De outro - no rastreamento de seus escritos-, não se menosprezou a outra face invisível, por ela sustentada divina.
Esta pesquisa se pautou por um referencial teórico que se inspira na vertente histórico-dialética de Georg Wilhelm Friedrich Hegel e, principalmente, de Karl Marx. Mesmo assim - não como verdades acabadas e incontestes -, mas para melhor compreender as leis de transformação do processo histórico; pesquisar e esclarecer os problemas, ainda hoje, não superados, fundamentais da sociedade capitalista, na qual a Igreja está inserida.
Tomando Marx como base, foi possível entender por modernidade o real movimento da vida social esse de ascensão e decadência da sociedade regida pelo capital. Embora de forma aberta, deixou-se claro que é um movimento contraditório, uma realidade que reúne, inseparavelmente, aspectos positivos e negativos. Porém, mais do que isto, é um movimento que encontra, em seu próprio interior, limites inseparáveis, movimento incapaz de conduzir a Humanidade à autêntica liberdade.
Na verdade, ventilou-se nesta tese ser o capital uma relação contraditória. Ao mesmo tempo foi configurando o projeto da modernidade regido pelo capital e hegemonizado pela burguesia – desta fazendo parte a Igreja como sociedade humana -, também ganhou corpo, matizado pelo mesmo capital, mas contra ele. Neste plano, tem à frente a classe trabalhadora, um projeto que propôs a construção de uma ordem societária regida pela perspectiva do trabalho. Dois projetos humanos que expressam uma nova postura do mundo, relação entre o homem e o real, do ser histórico produzido pela sociedade.
Nos dois projetos dispensou-se a hipótese da causa primeira. Deus foi substituído pelo homem. Uma era moderna da atividade humana, da consciência de sua capacidade de conhecer e transformar a natureza e a sociedade.
Para superar esses planos modernos, de emancipação humana, a CNBB, com dou trina social específica, elabora outro, humano-divino, cognominado, projeto-cristão. Aqui Deus se destacou centro de todas as coisas e ela própria centro do mundo. Projeto cristão, também pautado na dimensão do trabalho, mas de origem divina, mística e supersticiosa, dependen te das potências e interferências celestiais.
Dentro desse quadro, criou-se uma diversidade de possibilidades para, “via colonial”, nesta tese, se abordar o entendimento do discurso político da Igreja, enraizada no mundo material e no mundo espiritual da sociedade humana.
Envolvida com essa mesma modernidade – nela exercendo sua tarefa-, a CNBB utilizou-se, de modo ambíguo, as expressões do tempo e a ela se opôs, para se auto-reproduzir em suas relações com outros homens. Condicionada, assim, ao movimento histórico, a Igreja é permeada, inevitavelmente, pelas contradições e conflitos por conta mesmo da formação social em que está inserida.
A tese foi desenvolvida em quatro partes, delineadas em onze capítulos. Atêm-se especialmente ao nível da análise imanente, a insistência maior percorrida em todos os momentos da tese: ser a ação política da CNBB uma relação dialética porque- numa certa perspectiva -, se deu num movimento real de conflitos e contradições.
De outro, é uma relação efetivada sem deixar de evocar a tradição de sua infinitude, sem esvaziar-se de sua invisibilidade. De Deus. Assim, de acordo com novos acontecimentos da História, a CNBB não conseguiu falar da modernidade – do capitalismo e do socialismo-, sem o transcendente, sem a tradição. Ela não ultrapassou a modernidade.
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por Francisco Antônio de Andrade Filho
Ricardo Batista Amaral é jornalista. Neste livro, ele conta a trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta da República do Brasil. O autor escreve este livro: “A Vida Quer É Coragem. A Trajetória de Dilma Rousseff - A Primeira Presidenta do Brasil”.
De outro, a equipe deste site objetiva divulgar esta excelente obra e oferece aos seus visitantes alguns destaques especiais.
Nas primeiras páginas da referida obra, percebemos que “Coragem” é uma virtude que sustenta a vida.
- A vida não é fácil. Nunca foi (p.12).
Vítima das torturas na Ditadura Militar, Dilma descobriu que não é fácil viver.
Quem passou pela violência do pau de arara, pelas máquinas de choques elétricos, pela agonia incerta de resistir à tortura sabe que a vida não é fácil. Nunca foi. Mas havia outra dimensão na notícia que ela compartilhava com a pequena família: a dimensão da política. Por mais seguro e otimista que fosse o prognóstico dos médicos, câncer era uma palavra maldita quando pronunciada em público, especialmente se relacionada a um candidato presidencial (p.17).
O Presidente Lula é sábio nas palavras.
- Tranquila, Dilminha, tranqüila. Você é forte, vai conseguir (p.18).
Mulher Valente e Corajosa na Comissão de Infra-estrutura do Senado. Sábia, Dilma enfrenta o confronto (179-181, passim):
O senador José Agripino Maia, de longeva oligarquia nordestina, político da antiga Arena e líder do DEM, tomou a palavra logo no início da sessão. Ele tinha preparado sua pergunta numa reunião com senadores de seu partido. Sua idéia era carimbar a pré-candidata de Lula como pessoa mentirosa, por ter dado versões diferentes sobre o dossiê. O gancho, uma entrevista em que Dilma falava sobre a tortura no DOI-Codi. Seguro de si, Agripino começou citando a entrevista:
- Vossa Excelência respondeu: “A prisão é uma coisa onde nos encontramos com nossos limites. É isso que, às vezes, é muito duro. Nos depoimentos a gente feito doido. Mentia muito, mas muito mesmo.”
Sem fazer caso de que ele, sua família e seus aliados tinham apoiado a ditadura que prendeu Dilma Rousseff, o senador avançou sobre terreno pantanoso:
- O que é que me preocupa, ministra? O dossiê, na minha opinião e na de muitos brasileiros, é a volta do regime de exceção. É o uso do Estado para encostar pessoas no canto da parede.
A Pergunta era surpreendente, mas Dilma estava segura. Tinha ouvido um conselho de Olga Curado, a mesma que ajudou Lula nos debates: “Busque a verdade dentro de você, dentro da sua história.” A história e a verdade da ministra brotaram do fundo da memória e de dentro da alma de Dilma Rousseff na sala da CPI:
- Tem uma consideração que eu vou fazer antes, porque acho que ela é importante para a democracia no Brasil – ela começou a responder num tom firme, olhando para o senador. – O que acontece ao longo dos anos 70 não é uma ditadura policialesca simplesmente, é a impossibilidade de se dizer a verdade em qualquer circunstância. Não se dialoga, não é possível supor que se dialogue com o pau de arara, com o choque elétrico, com a morte. Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia – ela estocou, antes de prosseguir, já com a voz embargada.
Daí em diante, cada frase era um degrau acima da escala da emoção:
- Eu tinha 19 anos. Eu fiquei três anos na cadeia. Eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar dizer a verdade para seus interrogadores compromete a vida de seus iguais, entrega pessoas para serem mortas.
“Eu me orgulho muito de ter mentido, senador, porque mentir na tortura não é fácil. Na democracia se fala a verdade. Diante da tortura, quem tem coragem e dignidade fala mentira. E isso, senador, faz parte, integra a minha biografia, de que eu tenho muito orgulho..
“Todos nós somos muito frágeis, nós somos humanos, nós temos dor. E a sedução, a tentação de falar o que ocorreu e dizer a verdade é muito grande. O senhor não imagina quanto é insuportável. Então, eu me orgulho de ter mentido, eu me orgulho imensamente de ter mentido, porque eu salvei companheiros da mesma tortura e da morte.
“Este diálogo aqui é o diálogo democrático, a oposição pode me fazer perguntas e eu vou responder. Nós estamos em igualdade de condições humanas e materiais. Nós não estamos num diálogo entre meu pescoço e a forca, senador.
“Eu acredito, senador, que nós estamos em momentos diversos de nossas vidas em 70. Eu tinha entre 19 e 21 anos, e de fato, combati a ditadura militar. E disso eu tenho imenso orgulho”.
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Crítica de Marx – Consciência Invertida da Ideologia Alemã
by Francisco on sábado, 3 de março de 2012
por Francisco Antônio de Andrade Filho
A inversão da consciência dos ideólogos alemães é para Marx a expressão teórica de uma inversão real, própria da sociedade mercantil capitalista: nela o processo de produção e reprodução da vida material é independente das necessidades dos homens. Produtos da mão do homem se convertem em coisas autônomas, em objetos valiosos, que parecem situar-se numa dinâmica própria, separada da atividade humana.
Nesta linha, pode-se afirmar que se trata do “fetichismo” do mundo das mercadorias, pelas quais os produtos do pensamento do homem são coisificados como forças autônomas que parecem dirigir a história. Todos os bens que circulam no mercado capitalista deixam de ser objetivos intuitivamente concretos para se cristalizar como mercadorias. Sua forma de valor não é percebida como expressão de relações sociais senão como propriedade das coisas mesmas, cujas leis aparecem como potências cegas, atrás das quais se ocultam, na verdade, relações sociais de poder.
Esse filósofo alemão insiste que “os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes...”, mostrando em sua obra que o problema da ideologia não pode ser separado da questão política da dominação. Ele nos diz que existem ideologias dominantes e dominadas. Que a ideologia dominante não se destina somente à classe dominante, mas ainda às classes dominadas, e, nesse sentido, parece razoável asseverar que ela é só digna desse epíteto, na medida em que ou enquanto ela é capaz de sufocar, reprimir ou, ao menos, controlar, a ideologia destas últimas.
Essa introdução à crítica das ideologias em Marx parece nos conduzir à crítica da religião e à crítica da consciência burguesa como dois exemplos nesta linha de análise. Numa próxima publicação neste espaço, provocaremos um forte diálogo sobre a temática.
Faça seus comentários sobre esta explicação de Kurt Lenk sobre a crítica de Marx à ideologia religiosa nesses termos:
“A idéia central da crítica a Feurbach à religião, a saber, que a afirmação de um Deus onipotente implica a negação da essência humana, negação que só pode ser cancelada anulando esse “alheamento” do ser humano genérico, vale também para a teoria da alienação de Marx. Entretanto, aqui, aquela essência misteriosa já não mais é um sujeito divino, mas o capital morto, que na economia de troca capitalista, prevalece sobre o trabalho vivo. Na medida em que os produtos da atividade humana se tornam cada vez mais complexos e diferenciados, as forças e capacidades do trabalhador tendem a perder seu vigor. Quanto mais este produz, menos pertence a si mesmo. Sua dependência cresce junto com a multiplicação do capital, posto que cada produto novo atesta o predomínio do trabalho objetivado...”.
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