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Tecnologias da Comunicação nos Dias de Hoje

by Francisco on quinta-feira, 10 de novembro de 2011

por Francisco Antônio de Andrade Filho



 



Vivemos, hoje, no mundo das tecnologias da inteligência. Surgem novos caminhos de comunicação à distância. O Recado da Pesquisa apresenta alguns destaques de leitura e em benefício de quem interessar possa. Pense nisso:

“Ao mesmo tempo em que se deve mobilizar tudo o que as ciências humanas clássicas têm a dizer sobre as artes, as ciências, a comunicação e a cultura, a ecologia cognitiva deve recorrer à tecnologia das ciências, da cultura, etc. Efetivamente, as conexões, os nós, os trocadores e os operadores da grande rede cosmopolita em que se inscrevem as civilizações não são apenas pessoas mas também obras de arte [...]

Se colocarmos a ênfase na tecnologia, foi para devolver a inteligência as coisas, que por muito tempo foram mantidas à distância. Não se trata, de forma alguma, de acreditar que a “técnica” como um todo (como a apalavra se designasse uma entidade real e homogênea) “determina”, ou funda, ou forma a “infra-estrutura” do que quer que seja. Quando tentamos compreender como pensam e sonham os coletivos, estaríamos antes diante do sistemas ecológicos, em reorganização permanente e povoados por inúmeros atores” (Pierre Lévy).

“Podemos pensar também a estética como aquilo que põe em relação, que proporciona a catarse pelo prazer compartilhado, pela comunicação. Com as novas tecnologias, a estética, como compartilhamento, Vê-se radicalizada. Assim, a definição de Simmel sobre a moda pode ser muito bem aplicada à técnica. A cultura técnica contemporânea seria então uma solução particular do conflito entre o sujeito e o objeto, entre a tecnologia que escraviza e o social que rege. A cibercultura é o resultado desse processo no campo da tecnologia contemporânea” (André Lemos).

Recados de Política e Cidadania

by Francisco on sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

por Francisco Antônio de Andrade Filho



 




Primeiro Recado: Por um novo paradigma de Comunicação no Brasil (Lula)



O novo Ministério está diante de um novo paradigma de comunicação. Quero alertar vocês porque esse debate vai ser envolvente, tem muita gente contra e muita gente a favor. Certamente, o governo não vai ganhar 100% e quem é contra não vai ganhar 100%. Eu peço que vocês se preparem para esse debate. Se a gente fizer um bom debate conseguiremos encontrar um caminho do meio. Esse será o papel do novo Ministério de Comunicações [...] O que eu vi nessa campanha me assustou. Eu sempre fui vítima de preconceito, carreguei a vida inteira, e o preconceito deixa marcas profundas, quase que incuráveis. Eu não tinha noção de que eles seriam capazes de fazer uma campanha tão preconceituosa quanto fizeram com a Dilma… apenas porque era uma mulher candidata. Mas podem ficar certos de que a Dilma não veio de onde eu vim, mas ela vai para onde eu fui.




Segundo Recado: Duas citações do pronunciamento da Dilma Eleita 31 de outubro 2010, Presidenta da República do Brasil.



I - Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro, portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.

II - Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país: Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social (Dilma Rousseff).





Diálogo de Platão (428-347 a.C.) com seu discípulo Glauco sobre democracia nestes termos:




– A que bem te referes?

– À liberdade – repliquei. – Pois, numa cidade democrática ouvirás dizer que este é o mais belo de todos os bens; daí por que um homem; daí por que um homem nascido livre não poderia habitar alhures exceto nesta cidade.

– Sim, é uma linguagem que se ouve amiúde.






Terceira mensagem: comentário de política e cidadania sobre ética e justiça em Aristóteles

I - Segundo Aristóteles (383-322 a.C.), a sociedade político-democrática pode nos fornecer elementos para realizar as nossas competências, habilidades e desejos. Esse filósofo grego analisa uma virtude que é única e exclusiva da sociedade: a virtude da JUSTIÇA, isto é, a virtude da cidadania, de um bem para todos. Toda cidadania está ligada a um conceito de justiça. Então, não adianta que eu reivindique ao Estado direitos, se eu não convivo numa comunidade onde todos não se tratam com justiça. Dessa forma, nunca haverá tribunais suficientes para resolver nossas causas, porque cada um de nós trapaceia o outro assim que puder. Isso não é uma convivência justa.

II - A comunidade política é regida por uma única virtude, que é a da justiça. Reguladora das relações entre os cidadãos livres e iguais, que se respeitam a partir do conceito de justiça. Para Aristóteles, cidadão justo é aquele que cumpre a lei e respeita a igualdade entre os outros. A justiça é a virtude da cidadania, na qual, cada um, por sua própria formação trata todos igualmente. Se praticássemos essa virtude os tribunais teriam muito pouco a fazer. Se eles existem e são tão solicitados, é porque nós não estamos praticando a virtude da justiça, da cidadania (Francisco Antônio de Andrade Filho)