Do Biopoder à Ética do Cuidado com a Saúde

by Francisco on segunda-feira, 18 de maio de 2009

por Francisco Antônio de Andrade Filho

Na primeira entrevista exclusiva concedida a um jornal, Dilma Rousseff, anunciou que enfrentará um tratamento de câncer. Forte, otimista e cheia de fé em Deus e nela mesma, bradou: “vou vencer o inimigo”. E sem medo de ser feliz, falou: “A medicina avançou muito. Antes, o câncer não era uma doença, era uma sentença. Hoje, é tratável, curável. Eu tive a imensa sorte de ter detectado num estágio preliminar; e acho que tudo isso mostra a importância da prevenção”.

Essa, a postura ética do cuidado com a saúde integral da mulher e do homem. É seu poder de vida. De cuidado com a saúde do corpo e da alma. É seu biopoder .

Enquanto isso, o descaso com a saúde é treva na voz insana e irresponsável de um político. Foi em 27 de abril. Aconteceu em Ribeirão Preto/SP. Serra afirma que gripe suína é “dos porquinhos para as pessoas só quando eles espirram ou quando a pessoa chega perto do nariz do porco”. Essa, a expressão simbólica da vacina “serra-suína”, fabricada pelo biopoder sem a ética do cuidado com a saúde.

E questiono: por que uma filosofia da arte clínica? A saúde é um direito ou dever?

Na discussão sobre bioética, a temática de equiparação entre o médico e o filósofo, da relação medicina-filosofia, na integração de seus saberes, pode, talvez, suscitar algum questionamento importante. Principalmente, quando, em nossos dias, a evolução dos aparatos médicos é tão grande, que temos, muitas vezes, vontade de superar a finitude humana e instaurar um reino de utopias, de “preocupações e razões de esperança”, no qual, pela ajuda da técnica e do desenvolvimento científico, o homem possa desafiar a morte.

Provoco um debate inicial com Galeno, ao escrever: ”O melhor médico é também um filósofo”. E no encontro com Erisímaco, médico – filósofo, li seu pensamento: ”Sim, há dois Eros. Médico, eu o sei, pois ele não se ocupa apenas dos corpos, mas também das almas. Médico, porém, sei que Eros é mais vasto, que seu poder não se limita aos homens, mas estende seu império a todos os seres”.

Na visão cartesiana, o corpo aparecia como uma máquina amiúde necessitada de ser reparada através de tratamentos particulares e intervenções impessoais. Na visão sistêmica, ao contrário, o corpo hoje é visto como um sistema complexo de partes interativas onde o corpo e a mente não são separáveis.

É necessário um novo modelo de empresa terapêutica, uma "medicina de relação", antes da medicina de órgãos, que recupere a totalidade do ser humano e considere o paciente como pessoa na unidade de todas as suas dimensões. É nesta "aliança terapêutica" entre médico e paciente, que pode animar uma nova cultura da saúde que evite a "coisificação" do paciente e a perda da humanidade na arte médica. O homem é corpo, psique, espírito, história, sociedade.

Lembro-me ainda que, aos 2002, a Organização Mundial da Saúde redefiniu cuidados paliativos, assim: “Uma abordagem que aprimora a qualidade de vida, dos pacientes e famílias que enfrentam problemas associados com doenças ameaçadoras de vida, através da prevenção e alívio do sofrimento, por meios de identificação precoce, avaliação correta e tratamento da dor e outros problemas de ordem física, psicossocial e espiritual”.

Filósofo, testemunho que o olhar desses profissionais do cuidado, se envolve com questões existenciais - a dor e o sofrimento humanos não apenas dor física -, mas a mental, social e espiritual. O ser humano como um todo, um nó de relações. É corpo. É alma. É profissional. Ama e sofre. É a mulher-mãe. É a ministra da Casa Civil, a primeira mulher presidente em 2010.

Entre Anjos e Demônios

by Francisco on sexta-feira, 15 de maio de 2009

por Clóvis Campêlo

Que cada um cuide bem dos seus demônios.

Eu também tenho os meus e os trato a pão-de-ló.

São eles que me ressuscitam para vida quando me sinto sufocado e anestesiado pelos sons celestiais dos anjos que se vendem a prestação em cada esquina da cidade.

Que cada um cuide bem dos seus demônios.

Aproveitem enquanto ainda estão marginalizados e não se tornaram produtos rentáveis explorados pela sociedade de consumo.

Que cada um cuide bem dos seus demônios, pois sem eles seríamos metade, incompletos e não beberíamos na fonte rejuvenescedora da maldade.

Que cada um cuide bem dos seus demônios, explorem a sua pemissividade, a sua falta de pudor, de ética, de moral, pois sem eles jamais saberíamos os limites entre o certo e o errado.

Que cada um cuide bem dos seus demônios, pois sem eles morreríamos de tédio, esqueceríamos os prazeres mundanos, desconheceríamos o lado impuro e podre de cada um de nós.


 




Recife, 2009

O que me Atrai é o que me Assusta

by Francisco

por Clóvis Campêlo
Para Cida Machado, minha mulher

 





Evoluir talvez seja quebrar paradigmas, romper convenções, desafiar a lógica. Se respeitarmos sempre as normas, o mundo não se move no rumo das mudanças. Seguir fielmente os modelos pré-concebidos que nos são impostos, talvez seja a melhor maneira de se apodrecer em vida e alcançar altos níveis de insatisfação pessoal.

Como já disse o poeta, gente é pra brilhar e não pra morrer de fome ou de tédio. Navegar contra a correnteza, no entanto, exige uma certa dose de coragem e de irresponsabilidade controlada. E o que mais nos poderá amendontrar nessa "contravenção" rumo à liberdade, será a percepção de que em alguns momentos fundamentais estaremos completamente sozinhos ou "mal" acompanhados.

Esse sentimento, porém, embora possa ser assustador, será o combustível necessário e que servirá de alimento aos espíritos inquietos e renovadores.

Assim sendo, o caminho da segurança não contemplará necessariamente a rota da felicidade.

Por outro lado, a felicidade poderá ser reconhecida nos atalhos acidentados de quem forja o próprio caminho caminhando.

Destoar dos padrões gerais e imobilizantes também exige uma certa dose de cautela para que a carapuça da discriminação não nos caia sobre as cabeças. Os homens "corretos", com suas leis anti-naturais, não costumam perdoar.

Enfim, sentir-se livre talvez seja ter a certeza de que somos definitivamente responsáveis por nossas vidas, nossos riscos, nossos terrores e êxtases.

Viver em comunhão conosco mesmos e coerentes com os nossos planos de vida, só nos custa isso.

Que o fogo das nossas vidas seja como a chama de uma vela acesa, que para arder plenamente se autoconsome.

Não precisamos ter medo da felicidade e da auto-satisfação.


 



Recife, 2009

Novo layout

by Francisco on sábado, 9 de maio de 2009

nota rápida: implementamos um novo layout para o blog.
Esperamos que você goste. :)

Dilma: Ética do Cuidado com a Saúde [Parte I]

by Francisco on quarta-feira, 6 de maio de 2009

Francisco Antônio de Andrade Filho

Aconteceu num sábado, dia 25 de Abril de 2009. Foi no Hospital Sírio-Libanês/São Paulo. A Ministra da Casa Civil confirmou que fará quimioterapia para combater um linfoma - câncer nos gânglios linfáticos. Notícias e lucubrações navegaram rapidamente pelo mundo inteiro. O Eros – desejos de vida; e o thanatos - desejos de morte. Vida e Morte, uma com a outra se contradizendo. Vida saudável para Dilma. Morte patológica dos deuses-homens, habitantes do mundo invisível, onde fantasias políticas travestem a realidade do golpe 1964.

De um lado, a Dilma é a expressão do “Eros”- emoções que brotam vida Com ela, a solidariedade de seus amigos, amigas; simpatizantes e profissionais de saúde E Dilma viverá. Segura e guerreira, ela sentir-se-á bem nos caminhos da ética do cuidado com a saúde. Viva e linda, de corpo e espírito, será a próxima presidente do Brasil.

De outro, o “Thanatos” – sentimentos patológicos dos homens-deuses que matam. São os insanos da oposição política, membros do PIG e dos “CANSEI”, feridos no corpo e na alma. Esses, na expressão de Jack London, são os deuses-homens –, “os deuses espectros ambulantes a que se atribuem bondade e poder, afloramentos intangíveis do eu no reino do espírito”. Fracos, debilitados - eles próprios maltratados e pisoteados pelo câncer do ódio e da inveja -, esses pobres de espírito morrerão na praia. Afogados e derrotados em 2010, cavaram a própria cova.

Nesta situação, a própria Dilma, em sua postura ética do cuidado com a saúde, contribui no combate àquele câncer no sistema linfático. Em vários momentos, pela sua comunicação, falada e escrita, revela seus desejos de vida; exibe suas fortes emoções de amor ao corpo e a alma. Ela revela qual foi o momento mais difícil após ser informada pela equipe médica sobre a doença:

Não foi nada agradável. Você tem filha? Algumas pessoas são mais frágeis, outras mais fortes. O presidente Lula me protege, me ajuda. A minha mãe e a minha filha, eu é que tenho de proteger. Você sabe o que é isso para um filho, e ainda ter que consolá-lo?

Na sede da Petrobras, no Rio, dia 30 de abril, em entrevista coletiva, demonstra que sua alma exulta de alegria e paz. E fala: “devo satisfação e gratidão ao povo pelas manifestações de apoio que venho recebendo, mas não vou transformar esse tratamento num espetáculo midiático. Até agora, eu não estou sentindo nenhuma consequência. Estou me sentindo da mesma forma que me sentia ontem, antes de ontem...”

A ministra percebe bem a riqueza do cuidado com sua saúde, proferida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Manaus, dia 27 de abril: “A prioridade zero é a Dilma cuidar da saúde dela. Com essas coisas não se brinca. E a segunda prioridade dela, até para superar a primeira, é trabalhar. É enfiar a cabeça no PAC, 24 horas por dia”. E na voz do vice-presidente José Alencar, a Dilma encontra conforto e esperança de vida.E diz: “Ela tem muito mais força do que eu. Primeiro porque dizem que mulher é muito mais forte que o homem, especialmente em casos de saúde. Em segundo lugar, ela tem demonstrado isso”.

Os profissionais de saúde, com mais autoridade, reforçam os pronunciamentos de esperança dos amigos e das amigas da Dilma. Para o oncologista clínico Paulo Hoff; médicos Roberto Kalil Filho; e Yana Augusta Sarkis Novis, hematologista, afirmam que sua chance de cura é muito alta, superior a 90%.


Para seus comentários, indico quatro tópicos, extensivos ao conteúdo temático:

1. É necessário um novo modelo de empresa terapêutica, uma “medicina de relação”, antes da medicina de órgãos, que recupere a totalidade do ser humano e considere o paciente como pessoa na unidade de todas as suas dimensões. É nesta “aliança terapêutica” entre médico e paciente, que pode animar uma nova cultura da saúde que evite a “coisificação” do paciente e a perda da humanidade na arte médica.

2. Essa (re)humanização da Medicina deve partir de uma revisão crítica da Antropologia médica, de sua educação, “de uma concepção antropológica na qual o ser humano é visto como totalidade integrada” e toda enfermidade é vista “como produto do homem inteiro: corpo, psique, espírito, história, sociedade”.

3. O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional (Código de Ética Médica).

4. E numa dimensão holística da ética e espiritualidade, Platão afirma: “Da mesma forma que não pode curar os olhos sem a cabeça, ou a cabeça sem o corpo, também não se deve tentar curar o corpo sem a alma. Pois a parte nunca pode ficar boa se o todo não estiver bem”.

A Perda da Subjetividade Humana ao Longo da História

by Francisco on quarta-feira, 29 de abril de 2009

André Antoninho Führ

Li com atenção, o artigo "Missa de Ação de Graças Pelo Golpe Militar de 1964 – Parte I". Escrito por Francisco Antônio de Andrade Filho em http://www.orecado.org tomei a decisão de refletir sobre a história e sobre a perda da subjetividade humana ao longo da história haja visto que o golpe militar representou um dos maiores marcos da perda do individualismo e da sujeição do individuo aos interesses privados.

Não se pode negar, a história não é o que nela está escrito. Não existem borrachas ou panos capazes de limpar o sangue derramado ou silêncio daqueles, em cujo cálice escorria. Porém, para se compreender, faz necessário ir as suas raízes mais profundas; e ao que me parece, essas só podem ser encontradas na natureza do jogo político.

Segundo Hegel, é no cristianismo que encontramos a primeira visão de individualismo e de liberdade subjetiva, a primeira vista nós parece um tanto contraditório, pois a democrática ou o chamado governo do povo nasce na Grécia quando os cidadãos se reúnem em praça publica para debaterem os interesses da polis. Porém se olharmos mais a fundo veremos as contradições existentes no próprio sistema.

De um lado, é preciso levar em conta que, nem todos eram considerados cidadãos. Apenas uma pequena parte da polis, ou seja, o governo do povo pertencia a uma pequena camada. Enquanto isso, a grande massa responsável pela manutenção do Estado, era excluída das decisões do próprio governo que ajudava a manter com sua força física.

Além disso, as decisões - tomadas em praça publica pelos cidadãos-, não constituem a vontade subjetiva do individuo e sim a vontade coletiva, ou seja, o individuo abre mão de sua subjetividade em favor do coletivo. Podemos ver com mais clareza a perda da subjetividade humana na filosofia Aristotélica onde a vida dos cidadãos estava voltada para a cidade suas escolhas e decisões deviam levar sempre em conta o interesse da comunidade até a escolha da profissão se pautava pelo bem estar da comunidade.

Com o nascimento do cristianismo, a subjetividade humana começa a se contrapor ao bem estar do estado. Pois, as ações do sujeito não visam mais o coletivo e sim o seu próprio bem; pois para ele, cada pessoa é responsável por seus atos e por sua própria salvação. Não existe mais a visão coletiva, mas sim a subjetiva. Todos os indivíduos são iguais diante de Deus. A pirâmide de classes cai por terra.

Os romanos ao perceberem os perigos dessa nova concepção para os interesses do estado resolveram introduzir um novo sistema a propriedade privada cada cidadão pode ser dono dos bens que assim conseguir adquirir com sua força.Porém mais uma vez devemos nós perguntar a quem o titulo de cidadão era atribuído e a quem era possível alcançar o titulo de proprietário. Mais uma vez o individuo perde a sua subjetividade se tornando vitima do capital.

Mais tarde, fundamentado nessas raízes, surge o capitalismo como forma de manter o equilíbrio e de proporcionar essa suposta liberdade aos indivíduos, quando os indivíduos percebem que na verdade o capitalismo os aprisionou e retirou de vez a sua subjetividade surge um movimento de libertação que mais tarde comina no comunismo.

Ficha Falsa na Folha: Uma Camuflagem do Golpe 1964

by Francisco on segunda-feira, 27 de abril de 2009

Francisco Antônio de Andrade Filho

Foi no dia 5 de abril de 2009. A Folha de São Paulo revela-se perversa na reprodução da ficha falsa e manipulada sobre ministra da Casa Civil. A elite do PIG se esconde na ideologia da segurança nacional. Repete sua função falseadora durante a Ditadura do Golpe Militar de 1964. São páginas ensopadas de sangue e, à luz daquela ideologia, reproduzidas nos dias de hoje. É uma criminosa camuflagem descarada. E vejo a vergonhosa e extravagante manchete: ''Grupo de Dilma Planejou Seqüestro de Delfim Neto''.

Em reação contra a postura da Folha, os blogs, Desabafo e Dilma Presidente, entre outros milhares de amigos da Blogosfera, postaram excelentes matérias em defesa da verdade. De minha parte, participo na busca da mesma realidade com a reflexão a seguir e em homenagem a Dilma Rousseff.

E indago: é possível perceber a postura da Folha de São Paulo, inserida na ideologia da segurança nacional? Sua falsa ficha seria uma camuflagem do Golpe de 1964? Estaria ela com saudade das torturas e mortes dos defensores da Democracia contra a Ditadura Militar daqueles anos escuros (1964/1985)?

Sim. Um dos aspectos de natureza intrínseca de ideologia é a relação “ideologia-consciência.” De um lado, a base material da consciência e, por outro, a natureza falseadora ou ideologia como inversão da realidade, características da representação ideológica.

A ideologia é a inversão deformadora da realidade. Ela afirma e nega; expressa verdade das realidades numa imagem invertida. Ela as oculta, oferecendo aos homens uma representação mistificada do sistema social, para mantê-los em seu “lugar” no sistema de exploração de uns pelos outros. Necessariamente deformante e mistificadora numa sociedade de classe, a ideologia é produzida como tal ao mesmo tempo pela opacidade da determinação pela estrutura e pela existência da divisão de classes.

Nessa linha, e de modo resumido, através da imprensa, ocorre um processo ideologicamente em dois níveis. Enquanto processo ideológico, a “Falsa Ficha na Folha”, transmite e reproduz conteúdos culturais da República Militar, impondo-os aos sujeitos das classes dominadas. Além disso, cria nelas, a necessidade de aceitar a ação pedagógica da cultura dominante. Inculca uma educação que orienta suas ações.

Entrementes, esse sistema de pensamento objetiva camuflar através do discurso articulado, as reais relações de violência material e de violência simbólica. É o pensamento pedagógico da ditabranda, tentando mostrar sua autonomia e justificar sua validade.

Na camuflagem da “Falsa Ficha na Folha”, verificam-se as barbaridades do Golpe – 1964/1985. Constata-se a vivificação da Ideologia de Segurança Nacional naqueles tempos. Confirmam-nos, também, as sábias palavras da Dilma nestes últimos dias contra o agir falseador dos redatores do referido órgão da Imprensa.

Ela disse: ''A ficha é falsa, é uma montagem. (...) 'Eu nunca militei em São Paulo nesse período que eles relatam na ficha. Eu morava em Minas (...) 'Não é possível supor que se dialogue no choque elétrico, no pau-de-arara. Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia (...) a minha situação fica bastante desagradável para aqueles que defendem ou que houve ditadura branda no Brasil ou que no Brasil havia uma regularidade, naquele período, democrática. Nem uma coisa nem outra. Naquela época se torturava; se matou; se prendeu''.

E em resposta ao José Agripino Maia (DEM-RN), no Senado, a ministra da casa civil enfatizou: “Eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, Senador.”

Folha de São Paulo – bem atenta às conquistas da democracia brasileira –, não camufle mais o golpe militar. Longe de nós, a ficha falsa contra os valores democráticos da Mãe do PAC. A verdade sempre se aflora. A mentira tem pernas curtas e queima logo as folhas do PIG Todavia, proclame a verdade em benefício de todo povo brasileiro, seus projetos políticos, entre outros, da “Minha Casa, Minha Vida”.

Registre nos Cadernos da Folha, as virtudes desta mulher, nesta meditação: o que mais nos interessa na Dilma Rousseff é a beleza de seu espírito. Se ela, depois da cirurgia plástica, continua bonita, é porque essa beleza já existe dentro dela. Da sua alma, flui uma nova roupagem do belo num corpo saudável. A “Mãe do PAC” é mais bela ainda, de corpo e alma, com a prática das seguintes virtudes: autoconfiança, generosidade, conduta ética, tolerância, espírito alegre, concentração e sabedoria.

Confiantes nesses traços de beleza, os leitores sentir-se-ão bem em casa com a vitória da primeira mulher presidente do Brasil 2010. O brilho de sua beleza imprimirá uma direção de vida do povo brasileiro. Qual bússola, o belo de seu corpo e de sua alma, apontará os caminhos de um País cada vez mais independente e soberano.